Wilson: “Sou massacrado pelos adversários dia e noite”

O candidato ao Governo pela coligação “Senador Jonas Pinheiro” (PSDB, DEM, PTB e outros), Wilson Santos (PSDB), afirmou hoje (27) que vem sendo alvo direto de “bombardeios” por parte de seus adversários políticos. “Sou a grande vítima de tudo isso. É só ver o noticiário da televisão, nos jornais (…) irão ver quem é massacrado …

27/07/2010 19:04




O candidato ao Governo pela coligação “Senador Jonas Pinheiro” (PSDB, DEM, PTB e outros), Wilson Santos (PSDB), afirmou hoje (27) que vem sendo alvo direto de “bombardeios” por parte de seus adversários políticos.

“Sou a grande vítima de tudo isso. É só ver o noticiário da televisão, nos jornais (…) irão ver quem é massacrado de manhã, tarde e noite. Ridicularizado e agredido. Suporto tudo isso calado e sigo em frente”, disse o tucano, em entrevista.

Wilson Santos afirmou que enfrentará, nessa eleição, os grupos “mais ricos” do Estado, se referindo às coligações do ex-governador Blairo Maggi (PR) – candidato ao Senado, que apóia o governador Silval Barbosa (PMDB) – e ao deputado Otaviano Pivetta (PDT) – vice na chapa do candidato Mauro Mendes (PSB) – por isso, tem sido vítima de ataques.

“Meu pecado é enfrentar os ricos e poderosos deste Estado. É por isso que eu apanho tanto, pois o dinheiro muda tanto as coisas. O dinheiro põe tantas palavras diferentes”, declarou.

Apesar de posar de vítima, Wilson afirmou que enfrentará esse embate eleitoral e não se deixará vencer pelos ataques. “Vou continuar enfrentando os poderosos, os tubarões, os ricaços, os multimilionários. Alguns que ficam milionários do dia para a noite, eu não sei como conseguem tanta grana, tanto dinheiro. Eu preciso da oração dos eleitores, pois enfrento os homens mais ricos do Estado”, afirmou.

O tucano disse ter ficado “admirado” com os bens declarados pelos candidatos adversários, insinuando, sem citar nomes, que eles estariam interessados em comandar o Governo para beneficiar seus grupos empresariais. “Fiquei besta de ver essas declarações de renda. Eu nunca tinha visto R$ 400 milhões, R$ 150 milhões, R$ 60 milhões (…) nunca vi tanta grana e fiquei besta de ver (…) esses ricos, poderosos, tubarões, que não querem deixar o Governo e outros que querem chegar. Para governar para quem? Para os pobres que não é!”, disparou.

Aliança com inimigos

Wilson Santos destacou que está tudo tranqüilo entre a aliança PSDB e DEM (ex-PFL), partidos que, praticamente, sempre estiveram em lados opostos nas eleições estaduais. No histórico entre Wilson e a família Campos, dos irmãos Jaime e Júlio, que comandam o Democratas (DEM), os embates são ferrenhos.

Em várias ocasiões, o tucano chegou a insinuar que Júlio Campos teria problemas com homossexualidade . “Isso é coisa do século passado, do milênio passado”, disse Wilson.

O candidato citou outros exemplos de aliança entre inimigos que vem dando certo, reconhecendo que errou por falta de experiência na política. “Sou filho de nordestino, língua solta e sangue quente. Agredi muito as pessoas, não só os Campos. Foi uma fase de erros. E já fiz, várias vezes, a mea culpa, já pedi desculpas e hoje eu não ofendo mais. Sou agredido de manhã, meio-dia, de madrugada. Procuro assimilar, apanho demais, sou massacrado. Mas, eu tenho uma diferença: tenho muita fé em Deus e vou seguindo em frente”, disse.

O tucano disse que a melhor maneira de mostrar que reconheceu seus erros é de não os cometê-los mais, destacando que, há 13 anos, não faz ataques pessoais na política.

Wilson ainda usou um ditado chinês para demonstrar que mudou e tudo foi superado: “O inteligente aprende com os próprios erros e acho que sou inteligente. O sábio aprende com os erros dos outros, então eu sou só apenas inteligente. Aprendi com meus erros, deixei de agredir pessoalmente, me relaciono como os meus concorrentes como concorrentes, não os trato como adversários ou inimigos”, declarou.

Comitê da Maldade

Com um retrospecto de ter utilizado de artifícios de criticas e ataques pessoais, explorando pontos negativos de seu adversários nas duas últimas eleições em que venceu a disputa pela Prefeitura de Cuiabá – em 2004, contra Alexandre Cesar (PT), e em 2008, contra Mauro Mendes -, Wilson negou que tenha utilizado do denominado: “Comitê da Maldade”.

“Eu tenho sido massacrado de janeiro para cá. Quem criou o ‘Samba da Lorota’? E contra quem? Quantas inverdades falam sobre mim? Quantas plantações fazem contra mim. Poxa, eu que tenho comitê da maldade? Eu! Eu acho que essa pergunta tem que ser feita para outros candidatos”, disse.

Ele ainda comentou que todos os dias falam mal dele e que não devolve os ataques, lançando uma comparação: “Se os outros candidatos fizeram por Cuiabá a metade que eu fiz, eu voto neles também”.

Caso perca a eleição, Wilson Santos afirmou que deseja do eleito que não entre no Governo para se enriquecer. “Sou um democrata e vou torcer para que os interesses públicos não sejam confundidos com os interesses privados. Que ninguém queria chegar ao poder para se enriquecer, ficar rico mais do que já está. Alguém que coloque o interesse dos mais pobres acima de quaisquer outras coisas”, completou.