“Detector de fungada” deixa cadeirante se mover pelo nariz

Pesquisadores israelenses encontraram um jeito de permitir aos paraplégicos e a pessoas com síndrome do encarceramento (doença em que os movimentos do corpo inteiro são paralisados, com exceção dos olhos) de se comunicar e até controlar uma cadeira de rodas elétrica usando seu nariz. Por meio de um dispositivo que converte a pressão nasal em …

29/07/2010 08:43



Pesquisadores israelenses encontraram um jeito de permitir aos paraplégicos e a pessoas com síndrome do encarceramento (doença em que os movimentos do corpo inteiro são paralisados, com exceção dos olhos) de se comunicar e até controlar uma cadeira de rodas elétrica usando seu nariz.

Por meio de um dispositivo que converte a pressão nasal em sinais elétricos, a equipe permitiu aos pacientes com a síndrome que escrevessem mensagens e aos paraplégicos que conseguissem controlar com eficiência uma cadeira de rodas elétrica.

O “controlador de fungada” como é chamado, é usado fora do nariz por meio de um tubo de borracha parecido com o que é usado em hospitais por pacientes que precisam de oxigênio. A informaçõa foi revelada na terça-feira (27) pelo site Popsci.

O controlador não é universal para um quarto dos voluntários testados, que não tinha controle sobre seu palato mole, parte da passagem nasal que permite regular a força da fungada. Para os que têm, o controlador lhes ofereceu um novo grau de liberdade.

Os pesquisadores testaram o tempo de resposta e a precisão com que 36 pessoas saudáveis conseguem controlar sua pressão nasal em um um videogame que também mediu sua habilidade com um mouse e um joystick – a equipe descobriu que o controle nasal era tão confiável quanto os outros dois.

Depois, os pesquisadores estudaram três pacientes com a síndrome, que só lhes permitia se comunicar com piscadas dos olhos. Dois dos três aprenderam rapidamente a usar um programa que permite escolher letras e completar palavras e a se comunicar adequadamente.

Os cientistas também criaram um sistema para controlar uma cadeira de rodas elétrica usando o detector de fungadas – duas inspirações sucessivas fazem a cadeira ir para a frente, duas expirações sucessivas, para trás, etc – e o testaram em dez pessoas saudáveis.

Depois de um pouco de prática, o grupo de pacientes conseguia dirigir facilmente a cadeira de rodas. Depois de apenas 15 minutos, um homem tetraplégico conseguiu operar o aparelho com habilidade usando o detector de fungadas.

Embora os testes tenham sido realizados com um pequeno grupo, o aparelho poderá controlar diversos tipos de dispositivos que podem melhorar a qualidade de vida de uma pessoa.