Marcos Magno diz que adversários fazem jogo de cena

O candidato ao Governo pelo PSOL, Marcos Magno, que disputa a eleição com chapa pura, afirmou  que seus adversários, Silval Barbosa (PMDB), Wilson Santos (PSDB) e Mauro Mendes (PSB), fazem parte do mesmo projeto e trocam acusações somente “para enganar a população”. Segundo ele, seu projeto vem para contrapor as outras candidaturas. “Entendemos que as …

30/07/2010 10:40



O candidato ao Governo pelo PSOL, Marcos Magno, que disputa a eleição com chapa pura, afirmou  que seus adversários, Silval Barbosa (PMDB), Wilson Santos (PSDB) e Mauro Mendes (PSB), fazem parte do mesmo projeto e trocam acusações somente “para enganar a população”. Segundo ele, seu projeto vem para contrapor as outras candidaturas.

“Entendemos que as três outras candidaturas fazem parte de um mesmo projeto político. Eles estão fazendo um jogo para se manter no poder (…) para beneficiar os seus projetos particulares. Uns estão lutando para assumir e outros para se manter, mas fazem parte da mesma face da moeda”, declarou Magno, em entrevista ao programa “Tribuna do Ouvinte”, na Rádio Cultura de Cuiabá.

Marcos Magno afirmou que decidiu ser candidato ao Governo por não acreditar no atual modelo de gestão adotado pelos últimos governantes e que, segundo ele, não beneficia a população. Ele se disse “revoltado” com essa situação. “Entendemos que o povo precisa participar da campanha política, pois, da forma que a política está sendo conduzida e a  atuação dos políticos, sentimos uma revolta”, disse.

O candidato afirmou que, embora seu projeto não tenhar estrutura financeira, ficando longe das demais, seu partido não trabalha para grupos políticos do Estado. Magno ressaltou que seu projeto não é de uma candidatura “laranja”. “Um suposto nanico é que vai contrapor as outras candidaturas, que é uma só. Vamos demonstrar isso nos debates”, afirmou.

Marcos Magno fez críticas aos setores de Educação, Saúde e Segurança, ressaltando que, caso vença as eleições, irá fazer uma auditoria nas contas do Estado. Ele apontou que, devido à corrupção na política, em geral, os recursos não chegam aos contribuintes. “O dinheiro existe e precisamos fazer uma auditoria geral nas contas públicas para saber por que ele não chega na ponta”, declarou.

Imprensa

O candidato do PSOL reclamou de parte da imprensa, que, segundo ele, não abre espaços para o partido, associando isso a um possível pedido de grupos políticos, para inviabilizarem de vez seu projeto.

“As dificuldades são inúmeras. Temos dificuldades com a imprensa. De forma proposital, eles trocam o nome, omitem a minha candidatura e tentam de todas as formas colocar que não existe um quatro candidato”, declarou, sem citar nomes.

Impugnações

O PSOL aposta que as candidaturas de Wilson Santos e Mauro Mendes serão impugnadas pela Justiça Eleitoral. Inclusive, o próprio partido entrou com pedidos de impugnação das duas candidaturas.

“Não para tirá-los do processo, mas para mostrar que o processo tem que ser tratado com responsabilidade. Se querem ser administradores de Mato Grosso, têm que fazer a coisa certa, desde o início da candidatura”, observou.

Segundo turno

Em caso de segundo turno, Marcos Magno afirmou que seu partido ficará isento e não apoiará nenhuma candidatura. Ele ainda ressaltou que não recebeu nenhum tipo de proposta e acredita que não receberá.

“Eles sabem que o PSOL não pactua com esses tipos de acordo, de propostas e não nos procuraram e nem procurarão. Tanto é que, se houver um segundo turno, ficaremos neutros”, completou.

Campanha podre

Quando aos gastos de campanha, Marcos Magno julgou que seus adversários gastam milhões e, depoi,s irão buscar o dinheiro junto à administração.

“Eu penso que a consciência não é vendida e comprada. Precisamos fazer um trabalho de conscientização; quem faz o desperdício de dinheiro vai querer correr atrás do prejuízo”, disse.