Taques: “Os canalhas também envelhecem na política”

“O que existe no Senado é um conjunto de coronéis”. A afirmação é do candidato ao Senado, Pedro Taques (PDT), em uma de suas rotineiras críticas à classe política em geral. O pedetista faz referência ao domínio de grupos políticos, abuso de poder econômico nas eleições, desvio de dinheiro público e apadrinhamento financeiro e eleitoral. …

09/08/2010 18:12



“O que existe no Senado é um conjunto de coronéis”. A afirmação é do candidato ao Senado, Pedro Taques (PDT), em uma de suas rotineiras críticas à classe política em geral. O pedetista faz referência ao domínio de grupos políticos, abuso de poder econômico nas eleições, desvio de dinheiro público e apadrinhamento financeiro e eleitoral. As declarações foram feitas durante entrevista à Rádio CNB, nesta segunda-feira (9).

O candidato, que deixou o Ministério Público Federal (MPF) para ingressar na política, ressaltou que não atuou como procurador visando às eleições, mas sim para “tentar mudar a atual situação”.

Ele se colocou como símbolo da inovação, ao disparar que “os canalhas também envelhecem”. “Não tenho experiência em roubalheira. Tenho, sim, a experiência em aplicar a Lei”, disse.

Taques expôs exemplos que ganharam repercussão nacional, como os escândalos do “Mensalão” e “Sanguessugas”, para mostrar a atual realidade da política brasileira.

Ele afirmou que os políticos, sem citar nomes e garantindo a proporcionalidade da classe, são “verdadeiros despachantes do Orçamento da União”. “Vou trabalhar para o dinheiro chegar na ponta: se sair R$ 100 para Apiacás, que cheguem os R$ 100. Chega de emendas carimbadas”, disparou.

O candidato a senador observou que, há muitos anos, critica políticos, mas nunca fez isso contra pessoas honestas. “Critiquei políticos que não prestam, corruptos. Estava cansado da política de promessa e resolvi entrar na disputa para contribuir com Mato Grosso. Não existe almoço de graça. As pessoas não podem ignorar essa discussão”, declarou.

Arrecadação

Pedro Taques revelou, ainda, que vem enfrentando dificuldades para angariar recursos para sua campanha, apontando que até pessoas que poderiam ajudá-lo acabam pressionadas por grupos políticos para não fazê-lo. “Para que eu ganhe essas eleições, eu não vou fazer acordo com o diabo, para depois fazer coisas de Deus”, afirmou.

Imunidade

O pedetista se posicionou a favor de uma reforma política no país. Entre as ações, ele destacou o fim da imunidade parlamentar. Para ele, os políticos corruptos fazem da imunidade parlamentar: “Um escudo para prática de crimes”.