Egito quer comprar mais produtos do agronegócio brasileiro

Com os problemas na Rússia, o Egito deve buscar outros fornecedores de trigo no mercado internacional. O país é o maior importador mundial do produto. O ministro da Indústria e Comércio do Egito, Rachid Mohamed Rachid, participou  de um encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele falou sobre …

15/08/2010 09:00



Com os problemas na Rússia, o Egito deve buscar outros fornecedores de trigo no mercado internacional. O país é o maior importador mundial do produto. O ministro da Indústria e Comércio do Egito, Rachid Mohamed Rachid, participou  de um encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ele falou sobre a expectativa de aumento nas compras de produtos do agronegócio brasileiro.

 O ministro de Indústria e Comércio do Egito falou aos empresários sobre o acordo de livre comércio que foi assinado com o Mercosul. A mudança inclui tarifa zero em 22 dos 25 principais produtos exportados pelo Brasil para o Egito. Devem ser beneficiadas as exportações brasileiras de produtos, carnes e minério de ferro.

O mais importante é o setor da agroindústria, disse o ministro. Vai ser criado um grupo de trabalho egípcio-brasileiro para facilitar a circulação de produtos entre os dois países, com o menor número possível de barreiras na aduana.

Na palestra, o ministro destacou que pretende elevar a corrente de comércio entre o Brasil e o Egito dos atuais US$ 1,5 bilhão para US$ 5 bilhões por ano.

– O Brasil já é um grande fornecedor de carne bovina e de frango e, com o acordo, este comércio deve crescer ainda mais – prevê Rachid.

O ministro também comentou a preocupação com a alta no preço do trigo e a restrição russa as exportações do cereal.

– O Egito é o maior importador de trigo do mundo. Claro que nós estamos preocupados, mas já enfrentamos uma situação semelhante em 2008 e tivemos que buscar novos mercados. Já compramos dos Estados Unidos e até da Argentina no passado. Vamos ter que enfrentar o problema e continuar diversificando os fornecedores – conclui o ministro do Egito.