Jaime diz que Silval usa máquina e pressiona servidores

Principal aliado da coligação pró-Wilson Santos (PSDB) ao Governo, o senador Jaime Campos (DEM) voltou as baterias contra o governador Silval Barbosa (PMDB), que disputa a reeleição, ao participar de recente ato político-eleitoral, em Várzea Grande. Polêmico, o democrata acusou o peemedebista de fazer uso da máquina pública do Estado em sua campanha reeleitoral. Jaime …

17/08/2010 14:23



Principal aliado da coligação pró-Wilson Santos (PSDB) ao Governo, o senador Jaime Campos (DEM) voltou as baterias contra o governador Silval Barbosa (PMDB), que disputa a reeleição, ao participar de recente ato político-eleitoral, em Várzea Grande. Polêmico, o democrata acusou o peemedebista de fazer uso da máquina pública do Estado em sua campanha reeleitoral.

Jaime Campos foi eleito senador em 2006, na coligação encabeçada pelo ex-governador Blairo Maggi (PR), cujo vice era Silval Barbosa. O democrata se desentendeu com o grupo político do republicano e se aliou ao PSDB. Democratas (ex-PFL) e tucanos sempre estiveram em palanques opostos nos pleitos estaduais, ao longo dos anos.

Jaime Campos declarou, sem apresentar nenhum tipo de prova, na última sexta-feira (13), que Silval vem utilizando avião patrocinado pelo Estado para fazer campanha. “Estão usando [a máquina] em todos os sentidos. Inclusive, o próprio avião que o candidato [Silval] usa na campanha está sendo pago pelo Governo”, disparou, em entrevista.

O senador também afirmou que que há “pressão” junto aos servidores do Estado, em especial, os comissionados (de indicação política) para aderirem à candidatura de situação. “Ninguém pode desconhecer: a pressão que está havendo, inclusive, nas reuniões com os que ocupam cargos comissionados do Governo”, disse Jaime Campos.

Apesar de fazer as acusações contra Silval, Jaime apontou que o beneficio pouco teria ajudado no sentido de alavancar o projeto do governador. “Tudo que tinha que ser feito em favor do candidato do Governo já foi feito, quase nada mais resta a fazer. A máquina está sendo usada de forma descarada e desacerbada. Todavia, o candidato não cresceu muito. Pelo contrário, caiu na última pesquisa”, disse.

Conforme recente pesquisa Ibope divulgada na sexta-feira pela TV Centro América (Globo/4), em relação ao último levantamento, feito em junho, Silval caiu um ponto percentual (29% e caiu para 28%), enquanto Wilson despencou sete pontos percentuais (tinha 29% e foi para 22%).

Previsão

O democrata, mesmo um pouco ausente da campanha eleitoral, previu que a aliança DEM/PSDB irá chegar ao segundo turno e ganhar as eleições. Ele destacou que a candidatura de Wilson “sofreu” com a questão de registro no TRE, mas a coligação vai “reverter o prejuízo”.

“O que eu vejo é que, diante de tudo que aconteceu com o Wilson, nesses últimos três meses, ele é um grande candidato (…) Eu não tenho dúvida alguma de que teremos um segundo turno e aí ganharemos a eleição”, analisou Jaime.

O senador ainda considerou que essa eleição será diferenciada pelo curto prazo efetivo de campanha. Ele avaliou que, após o início do horário eleitoral, irá redesenhar o quadro eleitoral no Estado.

“Acho que o jogo está começando a ser jogado agora. É um prazo curto, mas, acima de tudo, a população não está motivada. O povo está começando a discutir e ir para as ruas”, afirmou o democrata.

Participação

A respeito de sua participação no horário eleitoral, artifício que os tucanos apontam como “arma secreta” para reverter a situação do quadro eleitoral, Jaime Campos disse que poderá participar, mas essa decisão não cabe a ele tomar.

“Quem faz o horário eleitoral são os candidatos e, eventualmente, eu posso até gravar alguma mensagem. Todo mundo sabe que estou apoiando a candidatura de Wilson”, afirmou.

Jaime Campos destacou que sua participação no processo se resume a de um “apoiador”, referindo-se à campanha eleitoral. “Entretanto, estou à disposição, para, eventualmente, qualquer situação; para participar de forma completa e efetiva e buscar a vitória de Wilson”, completou.

União

O líder democrata observou, ainda, que seu partido está unido em torno da candidatura de Wilson, explicando que os dissidentes são minoria no partido e são “casos isolados”.

“Imagino que essas pessoas devem ter suas razões para caminhar do outro lado, mas, pelo conhecimento e pelo que tenho visto, 90% estão fechados [com Wilson]”, disse.