Com virada, Inter conquista do título

Antes do apito inicial, parecia que seria fácil. A vantagem era toda do Inter, que havia vencido por 2 a 1 em Guadalajara. Mas o time de Celso Roth entrou em campo nervoso, sofreu um gol no primeiro tempo e esboçou um quadro de tragédia no Beira-Rio. Mas um herói colorado, uma jovem promessa e …

19/08/2010 09:15



Antes do apito inicial, parecia que seria fácil. A vantagem era toda do Inter, que havia vencido por 2 a 1 em Guadalajara. Mas o time de Celso Roth entrou em campo nervoso, sofreu um gol no primeiro tempo e esboçou um quadro de tragédia no Beira-Rio. Mas um herói colorado, uma jovem promessa e o ‘talismã’ da equipe na competição viraram o jogo e deram ao Inter o bicampeonato da Libertadores.

O primeiro tempo da decisão do Beira-Rio foi amarrado. O Internacional não foi nem metade daquele que dominou o jogo de Guadalajara. Já o Chivas, amparado pelas faltas no centro do campo, se manteve seguro. Especulava com lançamentos longos ou ataques pelos flancos. No time gaúcho, Sóbis foi apagado e o meio teve como destaques Tinga e D’Alessandro.

Mas o caminho para o Inter abrir o marcador era ocupado por um adversário firme e capaz de contragolpear rapidamente. Foi assim que, aos 42 minutos, De Luna cruzou para Bravo, que ajeitou de cabeça para o interior da área. Fabián, quase na marca do pênalti, acertou um voleio sem chances para Renan. Era apenas o segundo gol sofrido pelo Inter dentro do Beira-Rio na Libertadores.

O susto do primeiro tempo fez o Inter voltar do intervalo com vontade de resolver as coisas imediatamente. D’Alessandro trocou de lugar com Taison e o volante Guiñazu apareceu mais no ataque. Mas, de novo, o Inter esbarrava na marcação mexicana.

O Inter seguia nervoso, ao passo que o Chivas comprovava o que haviam dito os jogadores mexicanos ao longo da semana, quando lembravam das boas atuações fora de casa na competição. Firme na defesa e com bom toque de bola, aos poucos o Chivas foi acalmando o jogo e deixando o Beira-Rio em silêncio outra vez.

Mas o que era tensão se transformou em alegria aos 16 minutos do segundo tempo. Quando o Chivas parecia que voltaria a controlar o jogo, Kleber acertou um cruzamento em curva da esquerda e Rafael Sóbis, herói do título de 2006, se antecipou ao goleiro e empurrou para o gol. Um gol para mudar o rumo da partida e devolver a confiança no bicampeonato.

O Inter tentou recuperar o futebol da equipe que até então havia vencido todas as partidas dentro de casa no Beira-Rio. Mais seguros, os colorados tocavam a bola e chegavam com mais força ao ataque, agora com a participação do meia Giuliano, que entrou no lugar de Taison.

Rafael Sóbis deixou o campo para entrada de Leandro Damião, que acabou acertando o companheiro Tinga. O volante quase sai de campo mais cedo, assim como havia acontecido em 2006, mas Tinga voltaria a campo com uma touca de natação vermelha, protegendo o corte na cabeça.

Antes disso, porém, o próprio Leandro Damião se redimiu do golpe no companheiro e evitou que o final da partida se tornasse ainda mais dramático. O jovem atacante recebeu um lançamento e, em disparada, entrou sozinho na área e chutou forte. A bola bateu em Luis Michel e morreu nas redes, para a explosão do Beira-Rio.

INTERNACIONAL – 3

Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Tinga (Wilson Matias) e D’Alessandro; Taison (Giuliano) e Rafael Sóbis (Leandro Damião). Técnico: Celso Roth

CHIVAS – 2

Luis Michel; Magallón, Reynoso, De Luna e Ponce; Báez, Araújo, Fabián e Bautista; Omar Arellano e Omar Bravo. Técnico: José Luis Real

Local: estádio Beira-Rio, em Porto Alegre

Árbitro: Oscar Ruiz (COL)

Cartão vermelho: Omar Arellano (Chivas)

Gols: Fabián (Chivas), aos 42 minutos do primeiro tempo; Rafael Sóbis (Inter), aos 16 minutos do segundo tempo; Leandro Damião (Inter), aos 31 minutos; Giuliano (Inter), aos 44 minutos do segundo tempo; Araújo (Chivas), aos 47.