Empregabilidade reduzida

Mato Grosso registra desaceleração no nível da empregabilidade em julho deste ano quando comparado ao desempenho de igual período de 2009, quando a queda na geração de novas vagas formais (com carteira assinada) chega a 37,61%. O resultado imputa ao Estado a pior performance dos últimos três anos ao apresentar estoque 2.916 novas vagas. Julho …

20/08/2010 08:23



Mato Grosso registra desaceleração no nível da empregabilidade em julho deste ano quando comparado ao desempenho de igual período de 2009, quando a queda na geração de novas vagas formais (com carteira assinada) chega a 37,61%. O resultado imputa ao Estado a pior performance dos últimos três anos ao apresentar estoque 2.916 novas vagas. Julho de 2009 fechou com saldo de 4.674 e julho de 2008 com 5.787.

Conforme dados divulgados ontem pelo Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o segmento Serviços, fechou o mês com o maior número de demissões, 235. Foram contratados no período 6.221 trabalhadores e dispensados 6.456. Durante o mês todos os segmentos da atividade econômica mato-grossense geraram 30.735 novas vagas com carteiras assinada, mas eliminaram 27.819, movimentação que resultou no saldo de 2.916. Com relação ao mês anterior à análise, junho, o estoque de novas vagas é 0,56% acima do saldo de assalariados com carteira assinada. Conforme o Caged Agropecuária (+1.610 postos), Construção Civil (+719 postos) e Indústria de Transformação (+684 postos) foram responsáveis pela variação positiva na comparação mensal.

No mês passado o setor industrial foi responsável por 46% dos empregos gerados, um total de 1.346. Ao todo, o Estado gerou 2.916 empregos. De acordo com a Assessoria Econômica da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), a indústria de transformação continuou empregando no mesmo nível de 2009. Este ano gerou 684 empregos contra 659 do ano passado. Os setores que apresentaram redução foram a indústria de serviços de utilidade pública, que registrou saldo negativo de 72 vagas, e a indústria de construção de empregou 719 pessoas em 2010, sendo que em 2009 o número foi de 1.021 empregos gerados.

Entre os municípios mato-grossenses que mais geraram novas vagas em julho estão Sorriso, Várzea Grande, Tangará da Serra, Cuiabá e Juína.

Em julho de 2010, foram gerados no Brasil 181.796 novos empregos com carteira assinada, aumentando o saldo acumulado do ano para 1.655.116 postos, o que mantém 2010 como o ano em que mais foram gerados empregos na história do país. A marca é 5,8% acima do recorde anterior, verificado em 2008 (1.564.606).

ACUMULADO – De janeiro a julho deste ano, Mato Grosso gerou 27.602 novos empregos celetistas, sendo este o segundo melhor desempenho do Centro-Oeste, atrás apenas de Goiás. O volume comparado ao realizado em igual período do ano passado aumentou em mais 53%, já que no ano passado o estoque de novas vagas era de 17.970.

Conforme dados do Caged, o estoque de mão-de-obra apresentado é resultado da movimentação do mercado celetista entre admitidos e demitidos. Nos primeiros sete meses de 2010, foram contratados, em todo o Estado, 217.617 trabalhadores e demitidos 190.015, o que gerou o saldo de 27.602 empregados. No mesmo acumulado de 2009 foram admitidos 198.225 e dispensados 180.255, com saldo de 17.970.

Entre as atividades econômicas que contribuíram para elevação das contratações em 2010 estão a indústria (9.996), comércio (8.061) e a agropecuária (6.696), esta última, após um período de demissões no campo em função do fim da safra de soja, retorna como grande empregadora incentivada pela colheita de algodão e milho e pelo início dos preparativos do confinamento bovino, como também do plantio da nova safra de soja.

Conforme o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, o setor industrial foi responsável por 36% dos novos empregos gerados em 2010, totalizando no acumulado de janeiro a julho, totalizando 9.996 postos de trabalho. “Esse dado indica que a indústria foi a que mais gerou empregos em 2010 no Estado, ou um terço do total”.

Ainda conforme a perspectiva positiva de Milan, que também é empresário, “no acumulado do ano é possível perceber que estamos recuperados da crise econômica e que a indústria está aumentando a geração de empregos”.