Cuiabá tem oitava diária mais acessível do Brasil

Visitar Cuiabá, porta de entrada do Pantanal, é bom, barato e faz bem. Com este mote – e com os “bons preços” das diárias ofertados pelos hotéis da região –, os empresários do setor esperam conquistar um número cada vez maior de clientes e visitantes, pessoas que normalmente se deslocam para cá motivados pela realização …

22/08/2010 16:03



Visitar Cuiabá, porta de entrada do Pantanal, é bom, barato e faz bem. Com este mote – e com os “bons preços” das diárias ofertados pelos hotéis da região –, os empresários do setor esperam conquistar um número cada vez maior de clientes e visitantes, pessoas que normalmente se deslocam para cá motivados pela realização de algum evento ou negócio e que, não raramente, acabam aproveitando a viagem para conhecer pontos turísticos em regiões de melhor acesso e situados mais próximos de Cuiabá.

“Um levantamento realizado recentemente mostrou que Cuiabá está entre as oito cidades brasileiras com diárias de hoteis mais baixas do Brasil”, aponta Guilherme Verdun, diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Hoteis em Mato Grosso (Abih/MT). Segundo ele, tanto os hoteis categoria três estrelas quanto os de quatro, estão com preços competitivos.

Uma pesquisa realizada pelo Diário junto aos principais hoteis da Grande Cuiabá – sete na categoria quatro estrelas e os demais, três estrelas – constatou-se que os preços variam de R$ 146 a R$ 294, para apartamento individual em um dia útil da semana. O levantamento atingiu 10 estabelecimentos hoteleiros, com preços médios das diárias de R$ 193 para as duas categorias pesquisadas. Levando-se em conta apenas os hoteis categoria quatro estrelas, a média sobe para R$ 207,71. No caso dos hoteis categoria três estrelas, a média da diária é de R$ 159,66.

Por conta da importância de Mato Grosso para a região Centro-Oeste e o país – onde o agronegócio está em franco crescimento e o Estado responde por recordes de produção com as principais commodities agrícolas – e dos baixos preços das diárias, os empresários hoteleiros da região apostam na expansão do setor e no aumento da taxa de ocupação.

De acordo com o empresário Guilherme Verdun, a taxa média de ocupação, na primeira quinzena de agosto, chegou a 60%, uma das melhores já registradas até agora. No semestre, o setor acumulou taxa média de 55%, contra 45% em 2009. “O ano passado foi ruim para todo mundo, por causa dos estilhaços da crise financeira mundial. Muitas empresas chegaram a dar férias prolongadas aos funcionários e mudaram sua estratégia de atuação. Mas o setor hoteleiro já está completamente refeito do susto e a conjuntura hoje é muito favorável para os investimentos”, analisa Verdun, lembrando que se o ritmo for mantido até o final do ano, a hotelaria deverá encerrar 2010 com taxa média de 60%.

ATRAÇÃO – Segundo o Pantanal Convention Bureau, entidade responsável por captar eventos para Cuiabá, o turismo de negócio responde por mais de 90% de toda a movimentação hoteleira da região. Para o evento do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Mato Grosso (Crea/MT), na próxima semana, por exemplo, são esperadas mais de 2 mil pessoas em Cuiabá. Os hotéis estão praticamente lotados e na maioria deles já não existem mais vagas disponíveis.

Além do fator de atração normal por Cuiabá ser uma “cidade executiva” e de negócios, a Capital oferece opções de turismo como ponto de partida para regiões como Pantanal e Chapada dos Guimarães, já conhecidas do Brasil, com preços das diárias atrativos, inclusive nas pousadas.

Segundo ele, o segmento está recuperando o que havia perdido no ano passado. “O Estado retomou os investimentos e a hotelaria também vem acompanhando este crescimento. O movimento nos hotéis é concentrado basicamente em turismo de negócio. Cuiabá é uma cidade executiva, somos pontos de passagem para regiões turísticas, mas o grande foco são os eventos voltados para negócios”.