Ex-chefe de segurança do Pan elogia iniciativa da Agecopa em antecipar debate sobre a Copa

A principal lição que os Jogos Panamericanos deixaram para a área de Segurança é que a antecipação dos problemas é fundamental para sua solução. A receita foi dada na tarde da terça-feira (31.08) pelo Comandante da PM do Amazonas, Dan Câmara, ex-diretor da Força Nacional que coordenou a segurança durante as competições realizadas no Rio …

01/09/2010 17:07



A principal lição que os Jogos Panamericanos deixaram para a área de Segurança é que a antecipação dos problemas é fundamental para sua solução. A receita foi dada na tarde da terça-feira (31.08) pelo Comandante da PM do Amazonas, Dan Câmara, ex-diretor da Força Nacional que coordenou a segurança durante as competições realizadas no Rio de Janeiro em 2007, nos Jogos Panamericanos. “Antecipação significa investir na preparação, no treinamento, na qualificação e integração das forças de segurança para garantir o grau de eficiência que eventos como o Pan e a Copa exigem”, disse o coronel.

Ele elogiou a iniciativa da Agecopa de promover esta discussão com todos os representantes das forças de segurança através do Workshop Programa de Proteção e Segurança Cuiabá 2014, realizado nesta terça. “A Agecopa está dando show de bola ao organizar um evento como este, chamando as forças de segurança para debater ainda na fase de planejamento das ações voltadas para a Copa. Isso vai permitir a antecipação dos problemas e agilizar suas soluções”, destacou Dan Câmara.

Além dos investimentos em planejamento estratégico e capacitação das forças policiais, o coronel destacou a necessidade de ações continuadas a partir de agora. “Até 2014, outro grande esforço das forças de segurança locais deve ser o de manter os índices de criminalidade dentro dos níveis aceitáveis. Esta condição é imprescindível para as cidades sedes brasileiras e fundamental para que os turistas estrangeiros, especialmente, atendam ao chamado para assistir a Copa do Pantanal”, afirmou.

Dan Câmara disse que o Pan do Rio foi um divisor de águas, pois pela primeira vez a Secretaria Nacional de Segurança Pública assumiu o comando das ações, que geralmente são coordenadas pelas Forças Armadas. “Não se faz Copa do Mundo sem segurança e o Brasil mostrou durante o Pan que está habilitado a conduzir eventos de grande porte com a necessária eficiência. Agora, na Copa 2014, vamos aplicar os conhecimentos adquiridos e avançar ainda mais na organização e na segurança dos eventos”, resumiu.

CERTIFICAÇÃO VERDE

Ao final dos debates, a Ong Ação Verde concedeu uma certificação atestando que o workshop não gerou qualquer prejuízo ambiental. A emissão de carbono no evento, estimada em 10 toneladas, foi compensada pelo plantio de 72 árvores de espécies nativas às margens do rio Cuiabá em Santo Antonio de Leverger.

A emissão é estimada somando-se o consumo de energia elétrica e os gases resultantes da queima de combustíveis dos veículos utilizados para deslocamento aéreo e terrestre dos participantes (350 pessoas). Paulo Henrique Borges, diretor da Ação Verde, disse que o workshop “zerou” as emissões de carbono, providência que deve ser adotada em todos os eventos promovidos pela Agecopa.