Mendes susta cheque de R$ 1,1 milhão dado a posto

O candidato ao Governo e empresário Mauro Mendes (PSB) emitiu um cheque de R$ 1,1 milhão no último dia 16 e, depois, o sustou. O “borrachudo” é do Banco Bradesco S/A, da agência do bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá. O cheque número 65.01.40, originado de uma conta do socialista no Banco do Brasil, foi …

25/09/2010 13:31



O candidato ao Governo e empresário Mauro Mendes (PSB) emitiu um cheque de R$ 1,1 milhão no último dia 16 e, depois, o sustou. O “borrachudo” é do Banco Bradesco S/A, da agência do bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá. O cheque número 65.01.40, originado de uma conta do socialista no Banco do Brasil, foi emitido à empresa Ribeiro Miguel Sutil Auto Posto. O proprietário do posto, inclusive, chegou a fazer o depósito do cheque na conta 1461-3 do Bradesco, mas, como foi “cancelado” por Mendes, acabou devolvido, ou seja, não foi descontado.

A cópia do cheque, com os registros de devolução, foi autenticada pelo empresário, que se sentiu lesado, no Cartório Notarial e Registral Xavier de Matos, na quinta (23). Faltam apenas 10 dias para a realização das eleições gerais e, por isso, especula-se que trata-se de uma transação de pagamento de compra de combustível para a campanha do socialista. Mendes foi procurado várias vezes  para comentar o assunto, mas não foi localizado e nem retornou às ligações.

O coordenador jurídico da coligação “Mato Grosso em 1º Lugar”, advogado Paulo Taques, por sua vez, também foi contatado. Ele garantiu que Mauro Mendes teria emitido o cheque, assinado em branco, durante uma transação comercial em 2008. O negócio, segundo o advogado, não se concretizou e, por isso, o socialista resolveu sustar o documento.

O curioso dessa história é que o cheque em branco ficou nas mãos dessa pessoa por quase dois anos e somente agora, em 16 de setembro, foi preenchido nominalmente à empresa Ribeiro Miguel Sutil Auto Posto. “Mauro (Mendes) nunca teve negócios com esse posto de combustível. Ele mesmo resolveu sustar o cheque”, garantiu Taques. Logo em seguida, o assessor jurídico lamentou o episódio e acredita que o “uso” do cheque às vésperas das eleições tem viés político. “É muito estranho esse fato. Faltando apenas uma semana para o pleito”, argumentou.