Oposição precisa tirar 6 mil votos/dia

A uma semana das eleições de 2010, a oposição já se deu conta de que não basta apenas crescer nas pesquisas. Para que haja segundo turno, é preciso tirar votos do governador Silval Barbosa (PSDB), que lidera a corrida eleitoral. Cálculos realizados  apontam que, para levar a disputa a uma segunda rodada, Wilson Santos (PSDB) …

26/09/2010 11:23



A uma semana das eleições de 2010, a oposição já se deu conta de que não basta apenas crescer nas pesquisas. Para que haja segundo turno, é preciso tirar votos do governador Silval Barbosa (PSDB), que lidera a corrida eleitoral.

Cálculos realizados  apontam que, para levar a disputa a uma segunda rodada, Wilson Santos (PSDB) e Mauro Mendes (PMDB) precisam, em tese, tirar 43.728 votos do governador até 3 de outubro. Dividindo por uma semana, são cerca de 6,2 mil votos ao dia.

A campanha chegou a um ponto em que não basta apenas conquistar os indecisos. Por isso, a equipe de Mauro Mendes, que tem mais chances de chegar ao segundo turno, já iniciou uma estratégia visando desconstruir a imagem de Silval, de modo a fazer com que pessoas que já decidiram votar no governador acabem mudando de ideia. Seu programa eleitoral tem feito ataques ao peemedebista.

Com base na pesquisa Ibope – a mais recente realizada no Estado – em que Silval aparece com 46% das intenções de voto, a reportagem calculou, em tese, quantos votos nominais ele teria garantido até agora.

Transformando seu percentual em votos válidos – em que se descontam os nulos e brancos -, o governador atingiu 52,87%, portanto 2,87 pontos percentuais a mais do que o necessário para se eleger em primeiro turno. Essa sobra representa os 43.728 votos. Pelas regras eleitorais, vence a eleição em primeira rodada aquele candidato que obtiver 50% dos votos válidos mais 1. No caso da eleição deste ano, seriam 761.847 – desconsiderando as abstenções, nulos e brancos. Pela pesquisa Ibope, em tese Silval já teria 805.574.

Mato Grosso tem, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral, 2.095.825 eleitores. Mas nem todos votam. Juntando-se abstenções, nulos e brancos, a quantidade de votos válidos ao fim da apuração gira em torno de 70% do total do eleitorado.

Na eleição de 2002 havia 1.730.021 eleitores cadastrados pelo TRE, porém os votos válidos naquele ano chegaram a 1.221.115. Isso quer dizer que do total de pessoas aptas a votar 70,57% escolheram algum candidato efetivamente. Neste número estão descartados abstenções, brancos e nulos.

Em 2006, Mato Grosso computava 1.940.270 eleitores. Mas ao fim da apuração constatou-se que 1.411.161 pessoas optaram por algum candidato, o que dá um total de 72,73% de votos válidos.

Para se calcular a vantagem de Silval sobre os adversários, usamos o mesmo percentual de votos válidos verificado em 2006, portanto 72,73%.

A se repetir este ano o índice de comparecimento verificado na eleição passada, do total de 2.095.825 eleitores cadastrados votarão efetivamente “apenas” 1.523.693. É importante deixar claro que se trata de uma projeção teórica, que pode ou não se repetir. Por este cálculo, chega-se ao total de 761.847 (50% mais 1) votos necessários para se eleger em primeiro turno.

Além de tirar votos de Silval, seus adversários precisam brigar para que ele não fique com uma fatia muito grande dos eleitores que declararam votar em branco ou nulo, além dos indecisos.

Segundo o Ibope, 2% declararam votar em branco e 11% não souberam ou não responderam – são os chamados indecisos. Se todo este contingente comparecer às urnas, garantirão 198.080 votos.