Arrecadação bate recordes no país

O forte desempenho da atividade econômica brasileira continua dando o tom da arrecadação de impostos no país. Em setembro, o recolhimento de tributos não só bateu recorde histórico para o mês, ao atingir R$ 63,41 bilhões, como também apurou a maior taxa de crescimento real do ano, 17,68%. A tendência daqui para frente, no entanto, …

20/10/2010 09:15



O forte desempenho da atividade econômica brasileira continua dando o tom da arrecadação de impostos no país. Em setembro, o recolhimento de tributos não só bateu recorde histórico para o mês, ao atingir R$ 63,41 bilhões, como também apurou a maior taxa de crescimento real do ano, 17,68%. A tendência daqui para frente, no entanto, é de desaceleração. De janeiro a setembro deste ano, segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal do Brasil, a arrecadação de impostos somou R$ 573,60 bilhões – um recorde para o período -, o que representa uma expansão real de 13,12% em relação ao mesmo período de 2009 (R$ 483,57 bilhões). A estimativa da Receita é de que esse número recue gradualmente, fechando o ano entre 10% e 12%.

Na avaliação do subsecretário de Tributação e Contencioso da Receita, Sandro Serpa, isso deve acontecer porque a partir deste mês, a base de comparação vai subir consideravelmente. Desde outubro do ano passado, a arrecadação tem contabilizado recorde em relação ao mês anterior. “O aumento real não deve ser vigoroso de 13,12%. Fica cada vez mais difícil (ter número como esse)”, afirmou o Serpa.

O economista da consultoria Tendências Felipe Salto, desde o início do ano, aposta na desaceleração do ritmo de crescimento da arrecadação. Mas ele é um pouco pessimista em relação à estimativa do subsecretário. Segundo avaliou, a arrecadação de impostos deste ano deve encerrar 2010 com um aumento real entre 9% e 10%