Wilson pressiona prefeito para ter Osvaldo ou Carlão na Educação

Ele abriu mão de mais dois anos de mandato como prefeito da Capital, concorreu e perdeu para governador e, agora, sem cargos pela primeira vez em duas décadas e com o grupo político esfacelado, busca abrigo para os principais aliados onde ainda encontra as portas abertas, o Palácio Alencastro. Wilson Santos (PSDB) passou a pressionar …

25/10/2010 09:14



Ele abriu mão de mais dois anos de mandato como prefeito da Capital, concorreu e perdeu para governador e, agora, sem cargos pela primeira vez em duas décadas e com o grupo político esfacelado, busca abrigo para os principais aliados onde ainda encontra as portas abertas, o Palácio Alencastro. Wilson Santos (PSDB) passou a pressionar o seu sucessor Chico Galindo (PTB) a, ao menos, renomear na Educação, maior pasta da estrutura da máquina municipal, o ex-secretário Carlos Carlão do Nascimento ou então o seu primo, ex-deputado, ex-vice-governador e ex-senador Osvaldo Sobrinho (PTB).

    Por causa da pressão que está sofrendo nos bastidores, Galindo acabou adiando a prometida reforma do secretariado. Sua ideia é trocar mais de 50% dos 13 que integram o primeiro escalão e construir uma gestão desvinculada do tucanato. O problema, porém, é que se sente acuado pelo grupo do ex-prefeito, que se movimenta para não perder espaço no staff. Com seis meses de administração, Galindo chegou anunciar alguns nomes dos que iriam deixar o primeiro escalão ou ser remanejados e daqueles que iriam estrear no comando de pastas.

    Numa reunião com vereadores governistas, pediu compreensão de todos para, primeiro, nomear nomes com perfil mais técnico para, assim, poder levantar um diagnóstico da situação de cada secretaria, com problemáticas e propostas de mudanças e, a partir de janeiro, contemplar os partidos com indicações de secretários. A promessa do prefeito para os parlamentares seria para efetivar as mudanças uma semana depois, ou seja, há duas semanas. Mas, diante de tanta pressão de Wilson, optou por postergá-las.

     Por um lado, o petebista argumenta que o compromisso político com o tucano de manter praticamente todo o secretariado da gestão anterior já foi cumprido. Venceu com as eleições gerais de 3 de outubro. Agora, alega que precisa esperar o segundo turno da disputa presidencial, que acontece no próximo domingo (31).

   Terceiro colocado na disputa ao governo estadual, Wilson se esforça, com sua habilidade e poder de convencimento, para manter na ativa alguns dos aliados. Quer, por tudo, que Galindo tenha de volta na Educação Carlão, que disputou e perdeu para deputado estadual, ou Osvaldo Sobrinho, que coordenou a campanha tucana. Já o prefeito, por sua vez, deseja manter no comando da secretaria o ex-vereador Permínio Pinto, que tem se mostrado competente e, mesmo no curto espaço de tempo, conseguiu boa harmonia com a comunidade escolar e com os servidores. Pelo visto, Galindo pode adiar as mudanças no staff para o próximo ano, uma estratégia para vencer Wilson “na canseira”.