Pagot culpa prefeitos e governador pela derrota de Dilma (PT) em MT

O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, Luiz Antonio Pagot, está inconformado com a derrota da petista Dilma Rousseff em Mato Grosso, a exemplo do que ocorreu no primeiro turno. Ele disparou críticas para todos os lados. Cutucou o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB), insinuando que não houve empenho esperado na defesa de …

01/11/2010 09:31



O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte, Luiz Antonio Pagot, está inconformado com a derrota da petista Dilma Rousseff em Mato Grosso, a exemplo do que ocorreu no primeiro turno. Ele disparou críticas para todos os lados. Cutucou o governador reeleito Silval Barbosa (PMDB), insinuando que não houve empenho esperado na defesa de Dilma que, embora obteve menos votos no Estado, foi eleita presidente com mais de 50% dos votos válidos.

  Pagot acompanhou a apuração dos votos no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Estava inquieto. Ele afirmou que a equipe do governo estadual precisa se reunir para avaliar sobre o que, afinal, aconteceu. “Em Denise, 80% da população rejeitou Dilma. Como isso é possível se o município recebeu tantas obras do governo federal?”, questionou Pagot, ex-secretário de Infraestrutura, Casa Civil e Educação da gestão Blairo Maggi.

   Disse considerar inexplicável o fato do ex-governador e senador eleito Maggi (PR) ter uma administração tão bem avaliada pela população, ao ponto de conseguir eleger Silval como sucessor e, por outro lado, o peemedebista não conseguir o mesmo êxito no apoio à candidata Dilma. Para Pagot, que foi o coordenador-geral da campanha da petista no Estado, três situações contribuíram para a derrota junto aos mato-grossenses. A primeira delas, pontua, foi a Operação Jurupari, da Polícia Federal, que, segundo ele, marginalizou o setor madeireiro. Na época, foram expedidos mais de 90 mandados de prisão. No mesmo sentido, ele critica o excesso de burocracia da secretaria estadual de Meio Ambiente para com o setor. O outro ponto citado por Pagot foi o fato de Mato Grosso estar nas estatísticas por causa de trabalho escravo. “Entra ano e sai ano e essa questão não é resolvida”.

   O coordenador da campanha de Dilma disparou críticas também aos prefeitos aliados. Observa que um dos principais motivos da derrota foi ter deixado a campanha nas mãos de gestores. Se mostrou mais revoltado com os municípios de Primavera do Leste, sob Getúlio Viana (PR); Sinop, com o peemedebista Juarez Costa, e em Matupá, terra do governador Silval e administrada hoje pelo democrata Fernando Zafonato. Afirma que nestas três cidades a diferença de Serra sobre Dilma supera 45 mil votos. “Juarez me disse que dava conta da campanha e eu acreditei”, comentou Luiz Pagot.

   Cargo

   Luiz Pagot também falou que se for por questão de amizade com Lula e Dilma, deve permanecer à frente do Dnit, mas que se isso não acontecer, sai com a missão cumprida. No início da apuração, ele dava como certa a vitória de Dilma em Várzea Grande e Rondonópolis, mas disse que Cuiabá “era ninho tucano” e que seria impossível a petista ter uma vantagem na Capital. Chegou a dizer que recebeu informações de que bispos pediram votos para Serra nas missas realizadas neste domingo, deixando claro que a questão religiosa não ficou bem resolvida no Estado.