Lula defende aumento de salário para presidente e parlamentares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (9) o aumento do salário para o Executivo e para o Congresso. Ele disse que o “Congresso tem de aprovar o salário para a próxima legislatura e, consequentemente, tem de aprovar o salário do Executivo”. “É o mínimo que eu espero que eles façam, com …

10/11/2010 09:11



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira (9) o aumento do salário para o Executivo e para o Congresso. Ele disse que o “Congresso tem de aprovar o salário para a próxima legislatura e, consequentemente, tem de aprovar o salário do Executivo”.

“É o mínimo que eu espero que eles façam, com a coragem de dizer publicamente o que eles acham que deve ser o salário do deputado, do senador e do presidente da República. É muito justo e necessário porque, se não fizer agora, não irá fazer mais”, completou.

A declaração de Lula foi feita em entrevista após jantar com o presidente de Moçambique, Armando Guebuza. Ele foi questionado sobre a possibilidade de ser votado pelo Congresso o aumento para o Judiciário e para o salário de presidente.

“Não há nenhuma novidade de que, no final de uma legislatura, eles aprovem o salário para a próxima legislatura. Isso é da Constituição. Somente no meu mandato eles fizeram uma sacanagem comigo. Em 2002, aprovaram (aumento) só para a Câmara e para o Senado”, afirmou.

“Eu não reclamei porque, no dia 2 (de janeiro), o presidente do Senado, que era o Ramez Tebet, me procurou para dizer: ‘presidente, tem uma brecha para a gente dar o seu aumento’. E eu respondi: ‘olha, meu filho, pode deixar para lá porque eu não quero como primeira medida um aumento do presidente. Fique tranquilo'”, acrescentou.

Questionado se estaria deixando alguma herança de gastos para o próximo governo, o presidente disse que o que existe são “compromissos de investimentos públicos”.

“A Dilma, ela terá da minha parte toda a facilidade que for necessária para que a gente possa construir o melhor orçamento possível pra ela. A verdade é que nós temos compromissos de investimentos públicos e, se nós deixarmos restos a pagar, são restos de obras que estão em andamento. Portanto, não tem nenhum problema”, disse.