Tiririca soube ler e escrever, diz TRE-SP em teste

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), o desembargador Walter de Almeida Guilherme, afirmou que o deputado eleito Tiririca leu e escreveu durante teste realizado hoje(11/11).  Candidato a deputado mais votado em todo o País, com 1,3 milhão de votos, Tiririca é alvo de uma ação penal aberta para investigar se houve falsificação em sua …

11/11/2010 15:52



O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), o desembargador Walter de Almeida Guilherme, afirmou que o deputado eleito Tiririca leu e escreveu durante teste realizado hoje(11/11).

 Candidato a deputado mais votado em todo o País, com 1,3 milhão de votos, Tiririca é alvo de uma ação penal aberta para investigar se houve falsificação em sua declaração de escolaridade. Nesta tarde, a audiência segue com depoimento de quatro testemunhas de defesa e duas de acusação.

 O magistrado explicou que Tiririca passou por um ditado com um parágrafo recolhido do livro Justiça Eleitoral: Uma Retrospectiva, edição de 2005, página 51. “A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”, escreveu Tiririca, segundo o TRE.

 Ele também foi submetido a um teste de leitura com manchetes do Jornal da Tarde como “Procon manda fechar loja que vende produto vencidos”, “O tributo final a Senna”.

 Questionado se o deputado eleito obteve sucesso no teste, o desembargador disse apenas que “ele soube escrever”. Quanto ao teste de leitura, declarou que “ele deu conta de ler”. Sobre a decisão da aprovação de Tiririca no teste, ele preferiu não comentar, já que ela cabe ao juiz responsável.

 Segundo o desembargador, Tiririca se recusou a fazer uma perícia técnica que comprovaria condições de alfabetização do deputado eleito, o que é permitido por lei, já que não há a obrigatoriedade nessa prova.

 O presidente do TRE-SP explicou ainda porque a Justiça pediu provas da alfabetização de Tiririca somente após as eleições. Para ele, a Justiça Eleitoral não constatou nada que deferisse a candidatura dele antes do registro. Só depois que surgiram as denúncias, que a Justiça decidiu apurar.

 Em sua defesa, Tiririca alegou que teve a ajuda de sua mulher para fazer a declaração de próprio punho entregue à Justiça Eleitoral ao registrar a candidatura. O humorista afirmou sofrer de problemas motores que o impedem de segurar uma caneta com firmeza. O Ministério Público Eleitoral (MPE) consultou peritos, que apontaram “artificialismo gráfico” no documento.