TRE aplicou mais de R$ 250 mil em multas nas eleições gerais deste ano

Dos três principais candidatos que concorreram ao Palácio Paiaguás no pleito deste ano, Wilson Santos (PSDB), Mauro Mendes (PSB) e Silval Barbosa (PMDB), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pode receber até R$ 52 mil referentes às multas aplicadas por irregularidades durante o período de campanha eleitoral. Enquanto o tucano e o socialista devem R$ 15 …

01/12/2010 08:25



Dos três principais candidatos que concorreram ao Palácio Paiaguás no pleito deste ano, Wilson Santos (PSDB), Mauro Mendes (PSB) e Silval Barbosa (PMDB), o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pode receber até R$ 52 mil referentes às multas aplicadas por irregularidades durante o período de campanha eleitoral. Enquanto o tucano e o socialista devem R$ 15 mil cada um, o governador reeleito tem uma dívida de R$ 7 mil com o Tribunal, além de R$ 10 mil referentes a duas multas que já foram pagos. Ele ainda aguarda o julgamento de um recurso de uma outra no valor de R$ 5 mil. Ao todo, Silval foi penalizado cinco vezes, totalizando R$ 22 mil.

    Das três multas que recebeu, cada uma no valor de R$ 5 mil, Wilson não pagou nenhuma. Apenas uma delas ainda está dentro do prazo limite para quitação. Já Mauro Mendes, a exemplo de Silval, aguarda o recurso referente a uma das três penalizações que recebeu. Quanto às demais também não consta registro de quitação, mas uma delas ainda está em situação de intimação e o empresário tem um prazo para regularizar o débito.

   Além dos candidatos que disputaram o Paiaguás, constam na lista do TRE o senador eleito Pedro Taques (PDT), que aguarda o julgamento de seu recurso, os deputados estaduais Dilceu Dal Bosco (DEM), que acumula um débito de aproximadamente R$ 10 mil, e Sérgio Ricardo (PR), que aguarda decisão do TSE, o deputado federal reeleito Carlos Bezerra (PMDB) e o senador Jorge Yanai (DEM), ambos multados em cerca de R$ 5 mil, além de coligações, diretórios partidários e veículos de comunicação. A soma total dos valores ultrapassa os R$ 250 mil.

   As multas aplicadas pelo TRE seguem para a Procuradoria da Fazenda Nacional, que fica responsável por realizar a cobrança dos valores. Os candidatos que não fazem o pagamento de seus débitos não se tornam aptos a receber a certidão de quitação eleitoral e podem ter seus registros de candidaturas, em eleições futuras, indeferidos pelo Tribunal.