Para Agecopa, mudança de hábito será o maior legado

O presidente interino da Agência Estadual de Projetos da Copa 2014 (Agecopa), Yenes Magalhães, revelou, em entrevista, que a finalização da Arena Pantanal (novo Estádio Verdão) e a mudança de hábitos da população são os dois pontos principais para que o Mundial cumpra sua verdadeira função em Mato Grosso. Para ele, não basta entregar uma …

11/12/2010 20:05




O presidente interino da Agência Estadual de Projetos da Copa 2014 (Agecopa), Yenes Magalhães, revelou, em entrevista, que a finalização da Arena Pantanal (novo Estádio Verdão) e a mudança de hábitos da população são os dois pontos principais para que o Mundial cumpra sua verdadeira função em Mato Grosso.

Para ele, não basta entregar uma cidade transformada estruturalmente, se o povo não contribuir para manter as melhorias e, durante o evento, atender bem o turista.

“Sem o antigo Verdão pronto, obviamente, não tem como ocorrer Copa do Mundo. E, se não houver uma boa receptividade, preparação de comerciantes e população em geral, que tipo de imagem os turistas vão levar de Mato Grosso?”, observou.

Yenes Magalhães citou como diferenciais turísticos importantes o fato de o Estado ter o Ponto Geodésico da América do Sul e comportar três ecossistemas: o Cerrado, a Amazônia e o Pantanal – este último, por sinal, o responsável por fazer Cuiabá ganhar de Campo Grande (MS) a dispita para ser do que se convencionou denominar de “Copa do Pantanal”.

Incentivo ao turismo

De acordo com a própria Agecopa, o setor turístico em Mato Grosso terá investimentos no valor de R$ 250 milhões, por meio de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Entre as obras, está prevista a melhoraria na infraestrutura de 15 cidades turísticas, localizadas em um raio de até 200 km de Cuiabá. Além disso, o setor hoteleiro pretende investir R$ 100 milhões na construção de novos hotéis em Cuiabá.

“O turista tem que ser recebido bem sempre, porém o maior legado da Copa do Mundo será o das mudanças de hábito que ela poderá trazer. Teremos ruas largas e infraestrutura que melhorará a qualidade de vida. No final, quem mais aproveita os benefícios e continua na cidade é o próprio mato-grossense”, analisou Yênes Magalhães.