China e Brasil são elos fracos para investidores em ações dos BRIC

No geral, os ganhos com os mercados emergentes têm sido vigorosos, mas os fundos que acompanham os chamados BRIC (sigla para o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) apresentam um desempenho inferior ao de outras carteiras que se concentraram nos mercados dos países desenvolvidos este ano. O índice FTSE BRIC 50, das maiores …

21/12/2010 10:44



No geral, os ganhos com os mercados emergentes têm sido vigorosos, mas os fundos que acompanham os chamados BRIC (sigla para o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) apresentam um desempenho inferior ao de outras carteiras que se concentraram nos mercados dos países desenvolvidos este ano.
O índice FTSE BRIC 50, das maiores companhias do Brasil, Rússia, Índia e China, apresentou um retorno, em dólares, de apenas 3% este ano. Isso apesar dos fortes ganhos do mercado da Rússia (alta de 49%) e também da Índia (14,8%).
O desempenho coletivo dos BRIC foi ultrapassado pelos retornos em dólar de 11,6% das ações americanas, de 9,6% das ações japonesas, de 5,1% da Alemanha e de 3,5% do Reino Unido. “Isso prova: não dê atenção aos economistas quando for investir”, disse Andrew Lapthorne, estrategista quantitativo global do Société Générale.”O dinheiro está indo para os BRIC, mas, em termos de desempenho, este não tem sido o melhor ano”, acrescentou.
Para Lapthorne, “a história do crescimento não quer dizer necessariamente o melhor investimento… pesquisas mostram que não existe correlação, ou talvez haja até mesmo uma correlação negativa, entre o crescimento e os retornos do mercado de ações, porque a história do crescimento está embutida nos preços desde o começo”.
Os investidores injetaram este ano US$ 92 bilhões nos fundos de ações dos mercados emergentes. Ao mesmo tempo, eles retiraram US$ 66 bilhões dos fundos de ações nos países desenvolvidos, segundo a EPFR Global, uma empresa que fornece dados do mercado global de fundos. Os BRIC respondem por cerca de metade do índice MSCI Emerging Markets, frequentemente usado pelos investidores que estabelecem pesos para seus portfólios. O índice ainda acumula uma valorização de 12,73% no ano (em dólar), com mercados menores como a Argentina e o Peru apresentando desempenhos muito bons.
Entre os mercados de ações de melhor desempenho no conjunto dos países desenvolvidos estão a Escandinávia, com Dinamarca e Suécia apresentando um ganho de 30% cada uma. O índice FTSE 250, de empresas britânicas de médio porte, também teve um desempenho forte no ano, de 18% em dólar, em razão das ações de empresas mineradoras e de petróleo e gás – e também devido a ausência de ações de bancos.
Os mercados de pior desempenho foram os chamados países periféricos da zona do euro, com Grécia, Espanha e Irlanda caindo 44%, 26% e 22%, respectivamente.

No geral, os ganhos com os mercados emergentes têm sido vigorosos, mas os fundos que acompanham os chamados BRIC (sigla para o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) apresentam um desempenho inferior ao de outras carteiras que se concentraram nos mercados dos países desenvolvidos este ano.
O índice FTSE BRIC 50, das maiores companhias do Brasil, Rússia, Índia e China, apresentou um retorno, em dólares, de apenas 3% este ano. Isso apesar dos fortes ganhos do mercado da Rússia (alta de 49%) e também da Índia (14,8%).
O desempenho coletivo dos BRIC foi ultrapassado pelos retornos em dólar de 11,6% das ações americanas, de 9,6% das ações japonesas, de 5,1% da Alemanha e de 3,5% do Reino Unido. “Isso prova: não dê atenção aos economistas quando for investir”, disse Andrew Lapthorne, estrategista quantitativo global do Société Générale.”O dinheiro está indo para os BRIC, mas, em termos de desempenho, este não tem sido o melhor ano”, acrescentou.
Para Lapthorne, “a história do crescimento não quer dizer necessariamente o melhor investimento… pesquisas mostram que não existe correlação, ou talvez haja até mesmo uma correlação negativa, entre o crescimento e os retornos do mercado de ações, porque a história do crescimento está embutida nos preços desde o começo”.
Os investidores injetaram este ano US$ 92 bilhões nos fundos de ações dos mercados emergentes. Ao mesmo tempo, eles retiraram US$ 66 bilhões dos fundos de ações nos países desenvolvidos, segundo a EPFR Global, uma empresa que fornece dados do mercado global de fundos. Os BRIC respondem por cerca de metade do índice MSCI Emerging Markets, frequentemente usado pelos investidores que estabelecem pesos para seus portfólios. O índice ainda acumula uma valorização de 12,73% no ano (em dólar), com mercados menores como a Argentina e o Peru apresentando desempenhos muito bons.
Entre os mercados de ações de melhor desempenho no conjunto dos países desenvolvidos estão a Escandinávia, com Dinamarca e Suécia apresentando um ganho de 30% cada uma. O índice FTSE 250, de empresas britânicas de médio porte, também teve um desempenho forte no ano, de 18% em dólar, em razão das ações de empresas mineradoras e de petróleo e gás – e também devido a ausência de ações de bancos.
Os mercados de pior desempenho foram os chamados países periféricos da zona do euro, com Grécia, Espanha e Irlanda caindo 44%, 26% e 22%, respectivamente.