Dengue tem índices alarmante no Sul de MT

No período de chuvas as ações de combate à dengue foram intensificadas em Rondonópolis, atendendo a recomendação do Ministério da Saúde. Mesmo com a exigência que é feita a todos os municípios prioritários incluídos no Plano Nacional de Combate, é preciso que população continue a tomar os devidos cuidados. Durante a Leitura de Índice Rápido …

21/12/2010 18:06



No período de chuvas as ações de combate à dengue foram intensificadas em Rondonópolis, atendendo a recomendação do Ministério da Saúde. Mesmo com a exigência que é feita a todos os municípios prioritários incluídos no Plano Nacional de Combate, é preciso que população continue a tomar os devidos cuidados.

Durante a Leitura de Índice Rápido para Aedes Aegypti – Lira, realizada entre os dias 15,16 e 17 de dezembro, foi apontado 3,9% para casos positivos, o que classifica a cidade como alto risco. O objetivo da pesquisa, que acontece a cada três meses, é detectar o índice de infestação predial do vetor, identificar os principais tipos de criadouro e classificar o município quanto ao risco de uma epidemia.

O gerente do Núcleo da Vigilância Ambiental, Edgar da Silva Prates, enfatiza que o alto índice revela que boa parte da população ainda não está preocupada com os perigos da dengue. Edgar mostra que 35,5% dos criadouros encontrados eram em depósitos móveis como vasos e pratos de plantas, bebedouro de animais; 27,7% dos criadouros foram encontrados em sacos plásticos, garrafas, latas, baldes e outros pequenos recipientes. As outras 21,3% das amostras foram coletadas em caixas de água e tambores.

“Mesmo com todas as parcerias e informações repassadas a comunidade, muitas pessoas ainda não se deram conta que a dengue é uma doença perigosa e pode matar. Tiveram locais que de dez casas visitadas, três tinham as larvas e pupas do aedes aegipty. Isso é muito preocupante”, aponta.

Foram encontradas larvas e pupas em bebedouro cuja água estava verde de lodo, em sacos plásticos e de lixo que  moradores se esqueceram de colocar para a coleta.  “A coleta do lixo é feita de 2 a 3 vezes durante a semana. Se todos nós tivermos consciência e sensibilidade para realizar atitudes simples, poderemos evitar a dengue e salvar vidas”, destaca a gerente do Departamento de Saúde Coletiva, Djanira Logrado.

Edgar Prates enfatiza ainda que antes o problema era causado pela falta de limpeza. “Com os trabalhos de gradeação que a equipe da Prefeitura de Rondonópolis desenvolve, além de melhorar o aspecto urbanístico, diminuiu o risco da proliferação do mosquito”, lembra.

Entre os três dias, a equipe de fiscais dos departamentos de Vigilância Sanitária (Visa), Saúde Coletiva e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) participaram das visitas em cerca de 4 mil casas e terrenos em toda a cidade, para a coleta de material. O último levantamento foi realizado em setembro deste ano e o índice foi de 0,4%  que classificou o município como baixo risco.

“O que nós não queremos que a epidemia do último ano se repita. Até agora 2.795 pessoas foram infectadas com dengue clássica, 60 com complicações e 68 pessoas contraíram dengue hemorrágica. Vamos nos unir para que os índices não se repitam”, completa.