CRM alerta para falta de laboratórios no interior de MT

A morte de uma jovem de 22 anos, no último dia 13, pela bactéria Klebsiella Pneunoniae lân (KPC), alertou o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) para a falta de laboratórios em unidades hospitalares do interior. De acordo com o presidente do órgão, médico pediatra Arlan de Azevedo, a cultura de vigilância, ou …

22/01/2011 19:37



A morte de uma jovem de 22 anos, no último dia 13, pela bactéria Klebsiella Pneunoniae lân (KPC), alertou o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) para a falta de laboratórios em unidades hospitalares do interior.
De acordo com o presidente do órgão, médico pediatra Arlan de Azevedo, a cultura de vigilância, ou seja, a coleta de material logo na entrada do paciente ao hospital, é essencial para verificação de possíveis infecções por bactéria.
O caso da jovem, que não teve o nome divulgado e é o primeiro acerca de morte pela superbactéria em Mato Grosso, é emblemático.
Segundo Azevedo, o quadro de febre sem diagnóstico específico vinha se arrastando por um ano. Em sua última internação,no Hospital Regional de Sorriso (a 420 km ao Norte de Cuiabá), a jovem teve que ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido agravamento do estado de saúde.
Sem apresentar melhoras, uma nova transferência foi feita, desta vez para o Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá. Chegando ao local, a coleta de material foi feita, onde se constatou a presença da KPC, porém colonizada – ou seja, até então sem chegar à corrente contínua da paciente.
Para o presidente do CRM, caso houvesse um laboratório no Hospital Regional de Sorriso, o diagnóstico poderia ter sido antecipado e a superbactéria, que o médico lembrou não ser fatal, tratada a tempo.
“O alerta é para o monitoramento dessa bactéria, mas também pelo fato da carência das unidades hospitalares do interior. No caso da jovem, o hospital Sorriso só soube do diagnóstico quando ela chegou aqui em Cuiabá”, disse o médico.
Outro ponto, segundo Azevedo, é que com a presença de um laboratório, as unidades poderiam isolar locais onde pudessem ser encontradas e também prevenir a infecção de outros pacientes.
“Apesar disso, vale lembrar que o uso indiscriminado de antibióticos ou uso muito intenso deles é a principal causa da KPC, que ocorre sempre em ambientes hospitalares”, completou.
Saiba o que é KPC
A Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), é um mecanismo de resistência de bactérias a um grupo de antibióticos. Ao adquirir uma enzima, a bactéria se tornou resistente a um grupo de antibióticos, incluindo os mais potentes contra infecções.
Os principais sintomas são pneumonia e infecção urinária. Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A bactéria pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de objetos. A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais.
Ao entrar no hospital, se acompanhante ou visitante de doentes, lave as mãos com água e sabão e, em seguida, passe álcool. Se tocar no paciente, repita imediatamente o procedimento.
Evite contato físico com outros doentes e, se houver, não se esqueça de higienizar as mãos. Evite tocar em macas, mesas de cabeceira e equipamentos hospitalares. Havendo contato, lave as mãos antes de encostar de novo no doente.
Entre os remédios ineficazes estão as carbapenemas, uma das principais opções no combate aos organismos unicelulares. Remédios como as polimixinas e tigeciclinas ainda são eficientes contra esses organismos, mas são usados somente em casos de emergência como infecções hospitalares.
Lembrando, que você deve procurar um médico antes de tomar qualquer medicamento.

A morte de uma jovem de 22 anos, no último dia 13, pela bactéria Klebsiella Pneunoniae lân (KPC), alertou o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) para a falta de laboratórios em unidades hospitalares do interior.
De acordo com o presidente do órgão, médico pediatra Arlan de Azevedo, a cultura de vigilância, ou seja, a coleta de material logo na entrada do paciente ao hospital, é essencial para verificação de possíveis infecções por bactéria.
O caso da jovem, que não teve o nome divulgado e é o primeiro acerca de morte pela superbactéria em Mato Grosso, é emblemático.
Segundo Azevedo, o quadro de febre sem diagnóstico específico vinha se arrastando por um ano. Em sua última internação,no Hospital Regional de Sorriso (a 420 km ao Norte de Cuiabá), a jovem teve que ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), devido agravamento do estado de saúde.
Sem apresentar melhoras, uma nova transferência foi feita, desta vez para o Hospital Universitário Júlio Muller, em Cuiabá. Chegando ao local, a coleta de material foi feita, onde se constatou a presença da KPC, porém colonizada – ou seja, até então sem chegar à corrente contínua da paciente.
Para o presidente do CRM, caso houvesse um laboratório no Hospital Regional de Sorriso, o diagnóstico poderia ter sido antecipado e a superbactéria, que o médico lembrou não ser fatal, tratada a tempo.
“O alerta é para o monitoramento dessa bactéria, mas também pelo fato da carência das unidades hospitalares do interior. No caso da jovem, o hospital Sorriso só soube do diagnóstico quando ela chegou aqui em Cuiabá”, disse o médico.
Outro ponto, segundo Azevedo, é que com a presença de um laboratório, as unidades poderiam isolar locais onde pudessem ser encontradas e também prevenir a infecção de outros pacientes.
“Apesar disso, vale lembrar que o uso indiscriminado de antibióticos ou uso muito intenso deles é a principal causa da KPC, que ocorre sempre em ambientes hospitalares”, completou.
Saiba o que é KPC
A Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC), é um mecanismo de resistência de bactérias a um grupo de antibióticos. Ao adquirir uma enzima, a bactéria se tornou resistente a um grupo de antibióticos, incluindo os mais potentes contra infecções.
Os principais sintomas são pneumonia e infecção urinária. Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
A bactéria pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de objetos. A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais.
Ao entrar no hospital, se acompanhante ou visitante de doentes, lave as mãos com água e sabão e, em seguida, passe álcool. Se tocar no paciente, repita imediatamente o procedimento.
Evite contato físico com outros doentes e, se houver, não se esqueça de higienizar as mãos. Evite tocar em macas, mesas de cabeceira e equipamentos hospitalares. Havendo contato, lave as mãos antes de encostar de novo no doente.
Entre os remédios ineficazes estão as carbapenemas, uma das principais opções no combate aos organismos unicelulares. Remédios como as polimixinas e tigeciclinas ainda são eficientes contra esses organismos, mas são usados somente em casos de emergência como infecções hospitalares.
Lembrando, que você deve procurar um médico antes de tomar qualquer medicamento.