Sem apoio, Abicalil deve renunciar direção do PT em Mato Grosso

O Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso deverá mudar de direção – embora os rumos devam permanecer os mesmos. Carlos Abicalil, atual presidente da sigla, apresentará nas próximas horas, segundo fontes do sigla,  seu pedido de renuncia do cargo. Motivo: falta de apoio e estrutura. Empregado no Ministério da Educação, o ex-parlamentar perdeu a mobilidade …

05/02/2011 08:23



O Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso deverá mudar de direção – embora os rumos devam permanecer os mesmos. Carlos Abicalil, atual presidente da sigla, apresentará nas próximas horas, segundo fontes do sigla,  seu pedido de renuncia do cargo. Motivo: falta de apoio e estrutura. Empregado no Ministério da Educação, o ex-parlamentar perdeu a mobilidade que dispunha e as facilidades que o cargo de deputado federal lhe conferia. Entre as quais, os deslocamentos semanais pagos pela Câmara dos Deputados até a Cuiabá.

Assim que apresentar sua renuncia, o PT deverá convocar uma reunião do Diretório Regional para escolha do sucessor de Abicalil entre os próprios membros do diretório. A princípio, o grupo até aqui liderado pelo ex-deputado – derrotado nas eleições ao Senado Federal – está entre a indicação dos nomes do deputado federal Saguas Moraes ou do atual secretário-geral Alexandre César.

Abicalil, Saguas e Alexandre são chamados dentro do PT de “trinca de aço” – responsáveis direto pela condução da ala majortitária do partido, a chamada “CNB”, que quer dizer Construindo um Novo Brasil. Não devem enfrentar maiores problemas para escolher entre eles. Vide todos os últimos acontecimentos internos do partido, que culminou em esplendoroso “racha” interno por conta da disputa que se travou pela vaga ao Senado com a então senadora Serys Slhessarenko.

“Carlos Abicalil e está sem mobilidade alguma e fez a opção de seguir em Brasília. Dificilmente teria condições de cumprir a função de presidente do partido da forma como se exige” – disse uma fonte do PT. Para se deslocar a Cuiabám Abicalil teria que gastar do próprio bolso com passagens – o que não acontecia quando era deputado. O PT, por sua vez, não dispõe de dinheiro e tampouco orçamento para custear a despesa do dirigente. Nesse caso, o melhor é renunciar a direção partidária.

A opção de Abicalil por Brasília é recebida também, dentro do PT, como uma espécie de sinalização, isto é, deixa transparecer claramente que o desgaste da eleição vem forçando-o a dar uma guinada política, com o afastamento das bases locais. Abicalil tinha a sua disposição a Secretaria de Educação, mas decidiu articular pela criação de um cargo no MEC: foi empossado secretário de Relações Institucionais.