Líbia: prédios incendiados e saqueados em onda de violência

O prédio que servia de sede para um canal de televisão e uma rádio pública foi saqueado no domingo à noite por manifestantes em Trípoli, onde delegacias e escritórios dos comitês revolucionários foram incendiados, informaram testemunhas à AFP. De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Humans Right Watch (HRW), a violenta repressão …

21/02/2011 09:56



O prédio que servia de sede para um canal de televisão e uma rádio pública foi saqueado no domingo à noite por manifestantes em Trípoli, onde delegacias e escritórios dos comitês revolucionários foram incendiados, informaram testemunhas à AFP. De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Humans Right Watch (HRW), a violenta repressão aos protestos na Líbia já provocou 233 mortes até o momento.
“Um local que abrigava o canal Al-Jamahiriya 2 e a rádio Al-Shababia foi saqueado”, afirmou uma testemunha, que pediu anonimato. A programação do canal e da emissora de rádio foi retomada nesta segunda-feira. A Al-Jamahariya 2, segundo canal público, e a rádio Al-Shababia foram criadas por um filho de Muamar Kadhafi, Seif al-Islam, em 2008, antes de serem nacionalizadas.
Outras testemunhas afirmaram à AFP que prédios públicos foram incendiados na capital no domingo à noite, principalmente delegacias e escritórios dos comitês revolucionários, incluindo o da Praça Verde, cenário de violentos confrontos entre partidários e opositores do regime.
A violenta repressão das manifestações contra o regime de Kadhafi deixou pelo menos 233 mortos desde 17 de fevereiro, 60 deles apenas no domingo na cidade de Benghazi, segundo um novo balanço da HRW. “O balanço subiu a 233, segundo informações de fontes médicas na Líbia”, destaca a organização não governamental, que tem sede em Nova York, em um comunicado divulgado em Paris. O balanço anterior da HRW registrava 173 mortes.
A cidade de Benghazi, a segunda maior da Líbia, localizada 1.000 km a leste de Trípoli, é o epicentro das manifestações que exigem o fim do regime de Kadhafi, há mais de quatro décadas no poder. Mais cedo, Seif al-Islam Kadhafi, filho do líder líbio Muamar Kadhafi, disse em entrevista à televisão que a Líbia está à beira da “guerra civil” e que a violência é resultado de um “complô estrangeiro”.
Em Bruxelas, a ministra espanhola de Assuntos Exteriores, Trinidad Jiménez, afirmou que a União Europeia (UE) estuda retirar seus cidadãos da Líbia, em particular da cidade de Benghazi. “Estamos extremamente preocupados com a repressão aos protestos na Líbia, e estamos coordenando a possível retirada dos cidadãos da UE, especialmente de Benghazi”, declarou Jiménez, antes de uma reunião de ministros europeus das Relações Exteriores.

O prédio que servia de sede para um canal de televisão e uma rádio pública foi saqueado no domingo à noite por manifestantes em Trípoli, onde delegacias e escritórios dos comitês revolucionários foram incendiados, informaram testemunhas à AFP. De acordo com a organização de defesa dos direitos humanos Humans Right Watch (HRW), a violenta repressão aos protestos na Líbia já provocou 233 mortes até o momento.
“Um local que abrigava o canal Al-Jamahiriya 2 e a rádio Al-Shababia foi saqueado”, afirmou uma testemunha, que pediu anonimato. A programação do canal e da emissora de rádio foi retomada nesta segunda-feira. A Al-Jamahariya 2, segundo canal público, e a rádio Al-Shababia foram criadas por um filho de Muamar Kadhafi, Seif al-Islam, em 2008, antes de serem nacionalizadas.
Outras testemunhas afirmaram à AFP que prédios públicos foram incendiados na capital no domingo à noite, principalmente delegacias e escritórios dos comitês revolucionários, incluindo o da Praça Verde, cenário de violentos confrontos entre partidários e opositores do regime.
A violenta repressão das manifestações contra o regime de Kadhafi deixou pelo menos 233 mortos desde 17 de fevereiro, 60 deles apenas no domingo na cidade de Benghazi, segundo um novo balanço da HRW. “O balanço subiu a 233, segundo informações de fontes médicas na Líbia”, destaca a organização não governamental, que tem sede em Nova York, em um comunicado divulgado em Paris. O balanço anterior da HRW registrava 173 mortes.
A cidade de Benghazi, a segunda maior da Líbia, localizada 1.000 km a leste de Trípoli, é o epicentro das manifestações que exigem o fim do regime de Kadhafi, há mais de quatro décadas no poder. Mais cedo, Seif al-Islam Kadhafi, filho do líder líbio Muamar Kadhafi, disse em entrevista à televisão que a Líbia está à beira da “guerra civil” e que a violência é resultado de um “complô estrangeiro”.
Em Bruxelas, a ministra espanhola de Assuntos Exteriores, Trinidad Jiménez, afirmou que a União Europeia (UE) estuda retirar seus cidadãos da Líbia, em particular da cidade de Benghazi. “Estamos extremamente preocupados com a repressão aos protestos na Líbia, e estamos coordenando a possível retirada dos cidadãos da UE, especialmente de Benghazi”, declarou Jiménez, antes de uma reunião de ministros europeus das Relações Exteriores.