Apesar de reajustes escolares, inflação oficial desacelera em fevereiro

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado pelo Banco Central para controlar a inflação, desacelerou no mês passado, informou nesta sexta-feira (4) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta nos reajustes de mensalidades escolares foi compensada por um aumento menor de preços de alimentos e transporte. O grupo educação, com …

04/03/2011 12:13



O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), usado pelo Banco Central para controlar a inflação, desacelerou no mês passado, informou nesta sexta-feira (4) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A alta nos reajustes de mensalidades escolares foi compensada por um aumento menor de preços de alimentos e transporte.

O grupo educação, com alta de 5,81%, com o aumento nas mensalidades dos cursos de ensino formal – que exerceu a maior influência do mês, com  avanço de 6,41%. Isto é: uma mensalidade de um curso do ensino médio, por exemplo, que estivesse R$ 300, foi reajustada no mês passado para R$ 319,23.

Nos demais grupos, no entanto, os avanços foram menores que os de janeiro. No grupo alimentos e bebidas, que exerce forte influência no indicador geral, houve alta de 0,23% – muito abaixo do 1,16% de janeiro. O preço das carnes (de -0,19% para -2,81%) foi o que mais caiu; assim, um quilo de carne de primeira, por exemplo, que custasse R$ 15 em janeiro, passou a custar R$ 14,57.

No ano, o indicador acumula alta de 1,64%, acima do 1,54% visto no mesmo período um ano antes. Já nos últimos 12 meses, a alta acumulada foi de 6,01% – quase a mesma dos 12 meses imediatamente anteriores (5,99%).

INPC

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), usado no reajuste do salário mínimo, ficou em 0,54% em fevereiro, abaixo do 0,94% visto um mês antes. No acumulado do ano, o índice ficou em 1,49% (contra 1,59% no mesmo período de 2010). Já nos últimos 12 meses, o índice ficou em 6,36%, abaixo dos 12 meses imediatamente anteriores (6,53%).

Os produtos alimentícios não apresentaram variação em fevereiro, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,78%. Em janeiro os resultados ficaram em 1,02% e 0,90%, respectivamente.

Porto Alegre (0,88%) registrou o maior indicador, com a pressão dos preços dos alimentos (1,03%) e das tarifas dos ônibus urbanos (6,12%). Fortaleza teve o menor resultado (0,20%), uma vez que ainda não refletiu os efeitos dos reajustes nas mensalidades escolares.