Mato Grosso não faz nenhum transplantes há quase dois anos

Atualmente, 659 pessoas aguardam para fazer o procedimento e precisam ser encaminhadas para outros estados que fornecem o serviço. Apenas no ano passado, 179 pacientes fizeram transplantes de rins, coração, fígado e medula óssea fora do Estado, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A coordenadora da Central de Transplantes, Fátima Melo, explica …

27/03/2011 11:11



Atualmente, 659 pessoas aguardam para fazer o procedimento e precisam ser encaminhadas para outros estados que fornecem o serviço. Apenas no ano passado, 179 pacientes fizeram transplantes de rins, coração, fígado e medula óssea fora do Estado, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A coordenadora da Central de Transplantes, Fátima Melo, explica que existe uma parceria do Estado com as clínicas de diálise. Elas avaliam o paciente e o inserem na lista de espera. Fátima argumenta que as pessoas não deixam de ser atendidas, mas caso o serviço fosse oferecido na Capital, o número de beneficiados seria maior.

 Conforme a coordenadora, mesmo sem ter o transplante, o Estado contínua fazendo a coleta dos órgãos para doação. Ela explica que os hospitais têm condições de fazer a retirada e depois mandar o órgão ou tecido para hospitais habilitados em outros estados. Para fazer a coleta, não é preciso de um credenciamento específico do Ministério da Saúde (MS).

As unidades possuem uma equipe especializada na abordagem da família e na avaliação das condições do paciente. Elas também encaminham para a Central de Transplante os detalhes necessários para busca de compatibilidade na fila.

O valor das despesas é ressarcido pela União. As famílias que optam por doar, além de ajudarem as pessoas que estão na lista, têm direito ao auxílio funeral, que paga os custos e também o translado do corpo. O benefício está em uma lei estadual, que entrou em vigor em 2001.

A coordenadora explica que os transplantes estão incluídos dentro do projeto de reformulação da Saúde no Estado, que inclui a gestão dos hospitais pelas Organizações Sociais de Saúde (OSS). 
 

 Ela relata que o procedimento é considerado de alta e média complexidade e enquanto não houver uma definição, a fila fica parada.

fonte: Expresso/MT