Otan admite ataque sobre tanques rebeldes, mas se nega a pedir desculpas

Bruxelas, 8 abr (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) admitiu nesta sexta-feira que seus ataques desta quinta-feira perto da cidade líbia de Brega podem ter matado vários combatentes rebeldes, mas indicou que não tem por que se desculpar por esse incidente. “Parece que dois de nossos ataques poderiam ter resultado na morte …

08/04/2011 11:24



Bruxelas, 8 abr (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) admitiu nesta sexta-feira que seus ataques desta quinta-feira perto da cidade líbia de Brega podem ter matado vários combatentes rebeldes, mas indicou que não tem por que se desculpar por esse incidente.

“Parece que dois de nossos ataques poderiam ter resultado na morte de forças do Conselho Nacional de Transição (CNT) que dirigiam tanques”, declarou o subcomandante das operações aliadas na Líbia, o contra-almirante britânico Russell Harding, em discurso feito em Nápoles (Itália).

O militar, no entanto, se negou a pedir desculpas pelo ocorrido, alegando que a Otan não tinha ciência de que os rebeldes estivessem em poder de tanques, veículos que até agora só tinham sido usados pelas tropas leais ao líder Muammar Kadafi e que, portanto, eram alvos da Aliança em sua missão para defender a população civil.

Os ataques, nos quais morreram pelo menos 4 pessoas, conforme diversas fontes na Líbia, ocorreram em uma área a nordeste de Brega, onde, segundo Harding, há “tanques e veículos armados se movimentando em várias direções, tornando muito difícil distinguir quem os dirige”.

“Até agora não tínhamos visto o Conselho Nacional de Transição (CNT) operando tanques. É importante ressaltar que nossa missão é proteger os civis e continuaremos atacando forças que possam potencialmente causar-lhes mal”, insistiu.

O contra-almirante deixou claro que, devido ao mandato da Otan na Líbia – aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU autorizando o uso da força apenas para proteger a população civil -, não cabe à Aliança empreender contatos com os rebeldes para evitar incidentes deste tipo.

“O que temos de fazer é ver onde a população civil está sendo atacada e garantir que ajamos. Se não pudermos agir é porque poderíamos causar efeitos colaterais”, indicou.

Harding afirmou que, se os ataques rebeldes colocarem civis em perigo, os aviões aliados agiriam da mesma forma que estão fazendo contra as forças de Kadafi. EFE

fonte: MSN