Ibama apreende 1,6 mil toneladas de arroz em fazenda irregular em MT

Em campo há três semanas com a Operação Disparada, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu ontem (20) mais de 1,6 mil toneladas de arroz cultivado ilegalmente em uma área embargada por desmatamento ilegal no município de Nova Ubiratã, em Mato Grosso. O estado é um dos focos da operação, …

21/04/2011 10:48



Em campo há três semanas com a Operação Disparada, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu ontem (20) mais de 1,6 mil toneladas de arroz cultivado ilegalmente em uma área embargada por desmatamento ilegal no município de Nova Ubiratã, em Mato Grosso. O estado é um dos focos da operação, que também tem frentes no Pará e no Amazonas.

A fazenda autuada hoje pelos fiscais estava embargada desde 2005, mas o proprietário continuava a produzir arroz na área de 1.390 hectares. Além da apreensão dos grãos, de uma colheitadeira, três tratores e equipamentos, a propriedade foi multada em R$ 7 milhões. Segundo o Ibama, as multas são por descumprimento de embargo, exercício de atividade de agricultura sem licença ambiental, pela não destinação adequada de embalagens e por impedir a regeneração natural da vegetação nativa.

O mesmo fazendeiro já desmatou quase 7 mil hectares de floresta entre 2010 e 2011, sem nenhuma licença ou autorização ambiental.

Até agora, somente em Mato Grosso, a Operação Disparada aplicou mais de R$ 40 milhões em multas, embargou 12 mil hectares de áreas desmatadas ilegalmente e apreendeu tratores caminhões, pás-carregadeiras, correntões, colheitadeiras e outros equipamentos que, somados, ultrapassam R$ 2 milhões, segundo o Ibama.

Nesta quarta-feira, o secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), José Domingos Fraga, e o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, se reuniram com os dirigentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), em Brasília/DF, para solicitar a paralisação da operação e o cancelamento das notificações de retirada do gado. Eles se disseram preocupados com os resultados da operação.

“Tenho conhecimento de que muitos produtores estão buscando se regularizar junto ao órgão ambiental. Eles estão fazendo a parte deles nesse processo e não há razão para intimidá-los com apreensões de seus patrimônios”, defendeu deputado Federal Homero Pereira, do PR.

A ação de combate a novas frentes de desmatamento continua nas cinco regiões prioritárias, que incluem Sinop, Mato Grosso, Novo Progresso, São Felix do Xingu e Redenção e Pará. As equipes de fiscalização do Ibama poderão ser removidas para outras frentes prioritárias caso o monitoramento de polígonos de desmatamento detecte a diminuição expressiva do desmatamento nessas áreas da Amazônia.

 fonte: 24 hs News