Queda da Bolsa no mês é de 3,5%

A Bovespa interrompeu dois meses de recuperação e encerrou abril com perdas acumuladas de 3,58%, bem próximo do forte “tombo” de janeiro (3,94%) e um pouco melhor que o “desastre” de novembro (4,20%). Os investidores tiveram um mês tumultuado pelas dúvidas sobre a situação fiscal na Europa, a advertência da agência S&P sobre a dívida …

30/04/2011 13:37



A Bovespa interrompeu dois meses de recuperação e encerrou abril com perdas acumuladas de 3,58%, bem próximo do forte “tombo” de janeiro (3,94%) e um pouco melhor que o “desastre” de novembro (4,20%). Os investidores tiveram um mês tumultuado pelas dúvidas sobre a situação fiscal na Europa, a advertência da agência S&P sobre a dívida dos EUA, e a perspectiva de taxas ainda maiores de inflação nos mercados desenvolvidos, desencadeando uma onda de aperto monetário em economias ainda combalidas.
Internamente, a inflação também foi um maiores fatores de preocupação. Há “ruídos” persistentes na comunicação entre governo e mercado, que não acabaram com a última decisão de política monetária: o BC optou por um processo de ajuste mais gradual do que muitos economistas esperavam. Enquanto isso, o capital estrangeiro teima em não voltar à Bolsa brasileira: até terça, mais de R$ 3 bilhões haviam migrado, entre vendas e compras de ações por “não-residentes”. Ontem, o índice Ibovespa avançou 0,70% no fechamento, atingindo os 66.132 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,7 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York subiu 0,37%. O BC combinou uma extensa oferta de contratos de “swap” cambial reverso com seus habituais leilões para compra de dólares no mercado à vista, no último dia útil do mês. A intervenção da autoridade monetária, no entanto, não evitou que a taxa cambial tivesse uma queda acentuada hoje, chegando a quase 1% por alguns momentos. Nas últimas operações, o dólar comercial foi trocado por R$ 1,573, em recuo de 0,63% sobre o fechamento de ontem, e de 3,56% sobre o fim de março.
Já o dólar turismo foi vendido por R$ 1,690 e comprado por R$ 1,520 nas casas de câmbio paulistas. Às 12 horas, o BC ofereceu 30.000 contratos de “swap” cambial, equivalente a uma operação de compra de dólar futuro, com demanda por 25.800, e giro financeiro de US$ 1,26 bilhão.

fonte:Diário do Nordeste