Petróleo fecha em leve queda em Nova York e Londres

Os preços do petróleo fecharam em leve queda nesta segunda-feira em Nova York, após se aproximarem dos US$ 115, em sessão volátil durante a qual os investidores refletiram sobre as consequências da morte de Osama Bin Laden. Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de WTI (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) …

02/05/2011 20:37



Os preços do petróleo fecharam em leve queda nesta segunda-feira em Nova York, após se aproximarem dos US$ 115, em sessão volátil durante a qual os investidores refletiram sobre as consequências da morte de Osama Bin Laden.

Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de WTI (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em junho fechou em US$ 113,52, em queda de 0,35% em relação à sexta-feira.

A sessão foi “muito agitada”, reconheceu Matt Smith, da Summit Energy.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril do Brent –de referência na Europa– com igual vencimento perdeu 0,61%, a US$ 125,12. As operações foram muito reduzidas por causa do feriado no Reino Unido.

A primeira reação ao anúncio da morte do líder da Al-Qaeda “foi negativa para os preços, diante da ideia de que isto apaziguaria a situação no Oriente Médio. Mas uma vez que a notícia foi assimilada, as pessoas se deram conta de que isso reforçaria a incerteza”, explicou.

Em um primeiro momento –durante as operações eletrônicas–, os preços caíram a US$ 110 no mercado nova-iorquino, com os investidores considerando que o risco terrorista cairia.

Mas, rapidamente, se orientaram à alta após a abertura da sessão em Nova York, alcançando US$ 114,83, nível não registrado desde 22 de setembro de 2008, caindo levemente depois.

“Quando soubemos que Bin Laden havia morrido, minha primeira reação foi de comprar ações e dólares e vender petróleo e penso que muitos corretores fizeram esta aposta. Isto não tem nada a ver com oferta e demanda, são operações baseadas na emoção”, admitiu Rich Ilczyszyn, da Lind-Waldock.

“Mas quando a pessoa pensa mais se dá conta de que (esta notícia) não é uma boa coisa, isto provavelmente aumenta as tensões”, acrescentou.

Fonte:UOL