Dilma pede reforma do Conselho de Segurança da ONU

A presidenta da República, Dilma Rousseff, disse que os conflitos nos países muçulmanos reforçam a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais uma vez, Dilma afirmou que a estrutura do organismo não atende as atuais necessidades da comunidade internacional. O apelo da presidenta ocorreu durante o almoço oferecido …

06/05/2011 10:02



A presidenta da República, Dilma Rousseff, disse que os conflitos nos países muçulmanos reforçam a necessidade de reformar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Mais uma vez, Dilma afirmou que a estrutura do organismo não atende as atuais necessidades da comunidade internacional. O apelo da presidenta ocorreu durante o almoço oferecido ao presidente da Alemanha, Christian Wulff. Brasil e Alemanha são candidatos a membros permanentes do conselho.

“Só com a presença no conselho de países que espelhem a nova relação de forças políticas no mundo será possível ter um conselho mais efetivo, mais eficaz, e que de fato, represente os interesses da humanidade. Aliás, os conflitos recentes na África do Norte e no Oriente Médio mostram que não há por que optar entre o conformismo de um lado, violência intervencionista de outro. A realidade é muito mais rica e complexa”, disse Dilma.

A presidenta disse crer que há base suficiente para uma iniciativa sobre a reforma do conselho que contemple a expansão dos assentos permanentes e não permanentes.

Fazem parte do conselho os Estados Unidos, a Rússia, China, França e o Reino Unido. São integrantes provisórios o Brasil, Japão, México, Líbano, Gabão, a Turquia, a Bósnia-Herzegovina, Nigéria, Áustria, e Uganda – por um período de dois anos.

Para as autoridades brasileiras, o ideal é aumentar o número de cadeiras de 15 – cinco permanentes e dez provisórias – para 25. O assunto é tema de discussão da comunidade internacional há anos e foi tema recente de conversas de Dilma com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da China, Hu Jintao.

por Agência Brasil