Estudo diz que o amor funciona como analgésico

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia revela que o amor age no cérebro como um diminuidor da dor. Isso acontece porque a sensação age nas mesmas áreas do cérebro responsáveis pelas dores. A pesquisa, liderada pela professora Naomi Eisenberger, analisou 17 mulheres que estavam em relacionamentos de longo prazo. Os pesquisadores usaram ressonância magnética …

06/07/2011 07:47



Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia revela que o amor age no cérebro como um diminuidor da dor. Isso acontece porque a sensação age nas mesmas áreas do cérebro responsáveis pelas dores.

A pesquisa, liderada pela professora Naomi Eisenberger, analisou 17 mulheres que estavam em relacionamentos de longo prazo. Os pesquisadores usaram ressonância magnética para monitorar os cérebros das mulheres, enquanto administravam choques ao redor dos seus corpos.

As mulheres foram convidadas a olhar para fotos ao receber os choques que variaram entre um retrato de seu parceiro, estranhos, ou objetos parados. Às mulheres foram dada uma escala de 20 pontos para avaliar a sua dor após cada choque.

Os níveis de dor foram menores para as mulheres quando elas estavam olhando para uma foto de seu parceiro. Olhando depois para a ressonância magnética que correspondam a esses choques, os pesquisadores descobriram a atividade na região do cérebro associada com a dor, mas também descobriram atividade no córtex pré-frontal ventromedial, que é associado ao sentimento de segurança.

Olhando mais para as mulheres e as relações em que estavam, eles descobriram que quanto mais tempo as mulheres tinham de relacionamento e maior o apoio de seu parceiro, maior o nível de atividade no córtex pré-frontal ventromedial (VMPFC, na sigla em inglês).

Segundo o estudo, o VMPFC é capaz de inibir outros caminhos no cérebro responsáveis pelo medo e ansiedade, ou seja, esse nível de segurança no relacionamento ajudou a reduzir a dor.

Os pesquisadores também descobriram que o córtex cingulado anterior dorsal, uma área responsável pela resposta ao estresse, tinha menos atividade quando as mulheres estavam olhando para as fotos de seus entes queridos.

fonte: R7