Previna as crianças das doenças infectocontagiosas do inverno

Catapora, sarampo e caxumba são doenças típicas infantis e costumam se manifestar com mais intensidade no inverno. Manter o sistema imunológico da criança preparado, com uma boa alimentação ou reposição vitamínica é essencial para evitar riscos de contaminação e colaboram para uma recuperação mais rápida quando a infecção por contágio é inevitável. Maria Clara Andrade, …

10/07/2011 10:38



Catapora, sarampo e caxumba são doenças típicas infantis e costumam se manifestar com mais intensidade no inverno. Manter o sistema imunológico da criança preparado, com uma boa alimentação ou reposição vitamínica é essencial para evitar riscos de contaminação e colaboram para uma recuperação mais rápida quando a infecção por contágio é inevitável.

Maria Clara Andrade, 39, mãe de Andressa e Andréia, quatro e seis anos, nesse inverno já teve que lidar com o sarampo das meninas. “A mais velha pegou de um coleguinha na escola e a Andressa logo manifestou os sintomas. Depois da incubação, elas ficaram pouco mais de uma semana de molho. Ficaram amuadas, mas se recuperaram rápido. Afinal, tive todos os cuidados e reforcei a alimentação”, conta. “Repouso é indicado em todas essas doenças de criança”, diz a Dra. Shirley de Campos, da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e especializada em pediatria e neonatologia.

Conheça as cinco doenças infectocontagiosas mais comuns no inverno e saiba lidar com elas.

Catapora: é a mais comum e mais contagiosa. Tem período de incubação de 14 dias e brotam bolinhas vermelhas na pele, que podem virar bolhas de água, que coçam bastante. Não há tratamento específico, mas a dica é não coçar as feridas e não pegar sol. “A varicela, popularmente conhecida por catapora, é uma das mais comuns e aparece muito no final de inverno e início de primavera. A cada quatro anos, aproximadamente, ocorre um surto com aumento no número de casos”, comenta o pediatra Paulo T. Maluf Jr, da Faculdade de Medicina da USP.

Sarampo: é uma doença infectocontagiosa provocada pelo Morbili vírus e transmitida por secreções das vias respiratórias, como gotículas eliminadas pelo espirro ou pela tosse. Caracteriza-se pelo aparecimento de febre alta durante três a quatro dias e tosse forte, com catarro. Depois, aparecem erupções cutâneas e conjuntivite. É contagioso até o quarto dia de erupção na pele. A criança fica bem caidinha por uma ou duas semanas e só é possível tratar os sintomas.

Rubéola: também é infectocontagiosa e é causada pelo Togavírus. Aparece com mais frequência em adolescentes não vacinados, mas o perigo é para as gestantes, pois pode provocar malformações no feto, como surdez e cardiopatias. Há vacina. A doença deixa a pele do rosto castanho-avermelhada e provoca febre e gânglios atrás da orelha e da nuca. O tratamento é sintomático. Antitérmicos e analgésicos ajudam a diminuir o desconforto, aliviar as dores de cabeça e do corpo e baixar a febre. Recomenda-se também que o paciente faça repouso durante o período crítico da doença.

Roséola: apesar de ser parecida com a rubéola, é provocada por outro vírus, o herpes vírus humano tipo 6 (HHV-6) que, em geral, infecta crianças nos primeiros meses de vida e até os 3 anos. A transmissão ocorre de uma pessoa para outra, durante o período febril. A criança fica com o corpo pintado e com três a quatro dias de febre alta. O tratamento é sintomático, com medicamentos para baixar a febre, pois, se subir muito, há o risco de ocorrerem convulsões.

Caxumba: é uma infecção da parótida, a glândula que produz saliva e se localiza na frente e abaixo de cada orelha. Por isso, o principal sintoma é o inchaço ao lado do rosto. Atenção quando ocorre nos meninos, pois pode atingir os testículos.

fonte: Terra