Adolescente é executado na escola

A escola estadual Cesário Neto foi palco, ontem pela manhã, do assassinato do estudante Gustavo Pacheco da Silva, de 16 anos, executado com cinco tiros por outros dois colegas, presos em flagrante. Trata-se de Vinícius Toledo Lemos e Maurício da Silva Pereira Filho, ambos de 18. A escola fica no bairro Bandeirantes, na região central …

22/07/2011 08:41



A escola estadual Cesário Neto foi palco, ontem pela manhã, do assassinato do estudante Gustavo Pacheco da Silva, de 16 anos, executado com cinco tiros por outros dois colegas, presos em flagrante. Trata-se de Vinícius Toledo Lemos e Maurício da Silva Pereira Filho, ambos de 18. A escola fica no bairro Bandeirantes, na região central da Capital. Suspeita-se que o crime tenha sido motivado por desavença entre gangues ou mesmo o tráfico de drogas.

O assassinato aconteceu por volta das 9h30. À tarde, a Secretaria Estadual de Segurança Pública anunciou que vai convocar policiais militares aposentados para voltar à ativa, fazendo segurança nas escolas. Vinte unidades serão priorizadas. Na semana que vem será assinado um pacto, envolvendo dezenas de cidades, para trabalhar a prevenção às drogas no entorno das escolas.

Segundo o relato de testemunhas, os assassinos chegaram pelo portão da frente e caminharam até a sala do 8º ano, onde a vítima estudava. Assim que chegou à porta, Vinícius atirou cinco vezes, atingindo Gustavo com três tiros no braço e dois no ombro. Vinícius e Maurício são alunos da escola, mas ontem foram ao local especificamente para praticar o assassinato, segundo relato de testemunhas.

A dupla foi presa por policiais acionados por professores. Os dois foram localizados dentro da unidade. Com eles os PMs apreenderam um revólver calibre 38.

Os colegas ouviram os disparos e saíram correndo, alguns chorando porque não sabiam o que tinha ocorrido. Informaram que essa não é a primeira vez que a escola é invadida por pessoas armadas. No episódio anterior, os invasores pularam o muro.

O que se viu após o crime foi um tumulto generalizado dos estudantes, que ficaram revoltados com um assassinato. Queixavam-se que qualquer pessoa consegue entrar na escola pelo portão da frente sem ser importunado. Revoltados, eles tentaram impedir a entrada de repórteres e cinegrafistas. Chegaram a segurar o portão de entrada impedindo que fossem feitas imagens.

Segundo o subcomandante do 1º Batalhão, major Manoel Bugalho Neto, o crime ocorreu por “desavenças anteriores”, entre vítima e os dois autores do crime. “Não sabemos especificamente que tipo de rixa tinham, mas esse foi o argumento que eles (os autores) forneceram como motivação”, explicou major.

Os familiares de Gustavo foram avisados e chegaram logo. “Escola é para estudar. Meu sobrinho se matriculou na escola para ter um futuro e não isso que deparamos. Para mim foi um choque”, disse um tio da vítima.

O motorista Gerson Pinto, pai de uma estudante, chegou assustado a unidade educacional. Disse que a filha estava chorando e ligou em seu celular porque tinham matado um colega dela na escola. A estudante disse ao pai que correu para o ponto de ônibus.

“Minha filha não quer mais estudar aqui”, disse. Outros estudantes também pensam em pedir a transferência para outra unidade educacional.

fonte: Diário de Cuiabá