Berlusconi nega rumores de renúncia

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, negou nesta segunda-feira notícias de que estaria prestes a renunciar. Dois jornalistas próximos ao premiê informaram mais cedo que ele se demitiria em poucas horas. As notícias de uma possível renúncia tiveram impacto imediato, impulsionando os mercados de ações e de títulos públicos, abatidos pela confusão política na Itália, que tem …

07/11/2011 13:22



O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, negou nesta segunda-feira notícias de que estaria prestes a renunciar. Dois jornalistas próximos ao premiê informaram mais cedo que ele se demitiria em poucas horas. As notícias de uma possível renúncia tiveram impacto imediato, impulsionando os mercados de ações e de títulos públicos, abatidos pela confusão política na Itália, que tem agravado dramaticamente a crise da dívida da zona do euro.

“Os rumores de minha renúncia são infundados”, disse ele em sua página no Facebook.

O chefe do bloco de deputados do partido governista PDL também negou a possibilidade de renúncia. “Falei há um instante com Berlusconi, que me disse que os rumores sobre sua demissão não têm nenhum fundamento”, afirmou Fabrizio Cicchitto.

No domingo, o premiê prometeu permanecer no poder e negou que uma rebelião em seu partido havia lhe tirado a maioria viável. Fontes políticas disseram que, numa reunião na noite de domingo, líderes de seu partido PDL tentaram convencer Berlusconi a renunciar, mas ele não foi convencido. Ele e seus assessores mais próximos passaram o fim de semana tentando reconquistar o apoio suficiente de deputados para evitar uma derrota humilhante na terça-feira, em uma votação para confirmar um projeto de financiamento do estado, que ele já perdeu uma vez.

Além de oferecer empregos inconstantes a deputados do governo, Berlusconi está taxando os “rebeldes” de seu partido como traidores para toda a Itália e dizendo que, se ele cair, o país deve realizar eleições antecipadas, algo que muitos parlamentares da situação não querem. Uma derrota na votação de terça-feira provavelmente levaria ou à sua demissão imediata ou a uma ordem do presidente Giorgio Napolitano para realizar uma votação de confiança.

Fonte:Veja