Cooperativa Integrada fatura R$ 1,3 bi em 2011

O resultado fica acima da média das grandes cooperativas paranaenses, que foi de 22%, de acordo com a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). Com o resultado, a Integrada se destaca como a cooperativa paranaense que mais cresceu no período. O destaque é a movimentação de grãos. Somadas as culturas de soja, milho …

19/02/2012 08:18



O resultado fica acima da média das grandes cooperativas paranaenses, que foi de 22%, de acordo com a Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar). Com o resultado, a Integrada se destaca como a cooperativa paranaense que mais cresceu no período. O destaque é a movimentação de grãos. Somadas as culturas de soja, milho e trigo, foram mais de 1,3 milhão de toneladas recebidas.

Os números alcançados e o balanço dos investimentos da organização serão apresentados durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO), que será realizada hoje, às 16h, no parque Governador Ney Braga, em Londrina. “A última safra de verão superou todas as expectativas, com o casamento perfeito de boa produtividade com preços satisfatórios. O resultado dessa sinergia foi o recorde no volume de grãos recebidos”, ressalta o presidente da Integrada, Carlos Murate. Ele ressalta que, mesmo com um cenário de crise econômica internacional, a cooperativa conseguiu se estruturar para aproveitar as oportunidades do bom momento vivido pelo agronegócio nacional.

Com 16 anos de fundação, a Integrada atua em 43 municípios nas regiões norte e oeste do Paraná e conta com mais de 6.500 cooperados. Hoje, ela faz parte do seleto grupo das cooperativas paranaenses com faturamento superior a R$ 1 bilhão. Para o superintendente da Ocepar, José Roberto Ricken, os números demonstram o potencial do cooperativismo no contexto do agronegócio paranaense. “A Integrada é a maior sustentadora do cooperativismo no norte do Estado, com geração de emprego e renda para toda a região, sem contar o trabalho desenvolvido em diversos municípios do oeste do Estado”, ressalta.

Segundo Ricken, os investimentos em agroindustrialização e agregação de valor são estratégias fundamentais para o desenvolvimento do setor. “A Integrada tem uma história recente, mas com um trajeto de profissionalismo e superação de desafios. Sabemos dos investimentos que têm sido feitos na área agroindustrial. Esse é um passo importante para que as cooperativas do Paraná agreguem valor à produção e se fortaleçam cada vez mais”, diz.

Na área industrial, um dos destaques da Integrada é o início da construção da nova Unidade Industrial de Milho, em Andirá, que processará a matéria-prima utilizada em diversos setores da indústria de alimentos e bebidas. Com investimentos de cerca de R$ 35 milhões, a indústria será uma das mais modernas do país no segmento, priorizando a qualidade e segurança alimentar.

A nova planta industrial deverá entrar em funcionamento no início de 2013 e terá a capacidade de processamento dobrada, passando de 15 para 30 mil toneladas mensais. “Até o momento, nossa prioridade era a aquisição e investimento nas estruturas de atendimento ao cooperado, principalmente nas unidades de recebimento da produção. Agora, estamos direcionando nosso foco para as oportunidades de ampliação de nossa plataforma industrial”, explica o superintendente da Integrada, Jorge Hashimoto.

A cooperativa também está apostando na citricultura. Por meio do Projeto Sucos, a organização está incentivando a produção de laranja no norte do Paraná. “Estamos na fase de consolidação dos pomares. A próxima etapa será a construção da planta industrial para produção de suco concentrado, voltado para exportação, garantindo a comercialização da produção dos associados”, anuncia.

Sobras

Durante a Assembléia Geral, os associados irão decidir a destinação dos R$ 14 milhões referentes às sobras do exercício 2011, que estarão à disposição da AGO. Hashimoto lembra que, além da distribuição das sobras entre os cooperados, de acordo com a movimentação de cada um na cooperativa, parte do valor será destinada para capitalização e realização de investimentos nas estruturas de recebimento e armazenagem. “A construção de novas estruturas e a melhoria das 54 unidades de recebimento já existentes garantirá um melhor atendimento ao cooperado, com mais eficiência e agilidade”, finaliza.

Fonte:Portaldoagronegocio