Indígenas dormem em rodovia pelo 5º dia para cobrar pedágio de R$ 100

13/12/2013 16:15

Pelo quinto dia consecutivo, cerca de 150 índios da etnia Enawenê Nawê bloqueiam a MT-170, no trecho do Rio Juruena, em Juína, a 737 km de Cuiabá. Os indígenas estão acampados sobre a ponte desde o último domingo (8) e cobram pedágio de R$ 50 dos motociclistas e R$ 100 dos motoristas dos outros veículos. A tribo reivindica medicamentos e equipamentos para o posto de saúde, recém construído na aldeia.

Os indígenas protestam contra a falta de medicamentos na tribo e por causa de posto médico construído recentemente na aldeia, mas que ainda não estaria funcionando devido à falta de equipamentos. No entanto, o coordenador de comunicação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), em Brasília, Felipe Nabuto, informou que medicamentos consideraos mais emergenciais foram entregues no município, de Brasnorte, a 580 km da capital, ainda na segunda-feira (9).

O coordenador regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Carlos Ferreira de Aquino, informou que os índios foram notificados quanto à entrega desses remédios e de alguns equipamentos, como colchões e macas, que estariam na sede da Sesai, em Cuiabá. “Fizemos uma relação dos medicamentos e dos materiais e passamos para eles, mas ele disseram que não vão sair enquanto todo esse material não chegar”, frisou.

Antônio disse ainda que os índios pediram um tempo para deliberar sobre a continuação do bloqueio. “O problema é que a Sesai não possui veículo grande para transporar esses equipamentosde Cuiabá para cá, mas nós disponibilizamos um caminhão para fazer o transporte. Agora, estamos aguardando uma resposta das partes”, explicou.

Em nota, a Sesai informou que, o posto de saúde de Juína mantém estoque regular de medicamentos da atenção básica. “A partir do próximo ano, a lista de produtos ofertados nos postos que atendem população indígena será ampliada, de 500 para 800 medicamentos, segundo portaria assinada na semana passada durante a 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena”, diz trecho da nota.

Fonte: G1 MT

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