Opinião – Atrás de novos números e novas letras

”Ceder às ameaças de maior aumento do desemprego, em nome da igualdade, equivalerá a continuar transformando o trabalhador em escravo.” O governo Temer nada mais é do que um comité organizado para gerir os negócios dos aproveitadores. Valeu-se o novo presidente da farsa encenada pelos que um dia deram a impressão de insurgir-se contra a …

10/10/2016 12:12



”Ceder às ameaças de maior aumento do desemprego, em nome da igualdade, equivalerá a continuar transformando o trabalhador em escravo.”

O governo Temer nada mais é do que um comité organizado para gerir os negócios dos aproveitadores. Valeu-se o novo presidente da farsa encenada pelos que um dia deram a impressão de insurgir-se contra a exploração, mas, na verdade, já eram candidatos a integrar o time dos exploradores. Naufragaram o PT e penduricalhos, abrindo as comportas para o controle da nação pelos mesmos de sempre. Não mudou nada, ou melhor, piorou um pouco, porque enquanto os atuais donos do poder ampliam suas benesses e prerrogativas, suas vítimas perdem os poucos direitos que restavam. Os 12 milhões de desempregados só não falarão mais alto quando virarem 13.

A pergunta que se faz é se será possível inverter a equação em meio a maiores sacrifícios impostos à população. Certamente que não, se for através dos mecanismos agora impostos pelos que ocuparam o governo, ou seja, menos emprego e mais sacrifícios.

Aproxima-se a hora da decisão, pois o trabalhador só poderá viver se encontrar trabalho, mas só encontrará trabalho na medida em que for mais explorado e sacrificado.

Ceder às ameaças de maior aumento do desemprego, em nome da igualdade, equivalerá a transformar o trabalhador em escravo. E o número de desempregados aumentará. De sacrificados, também. Logo a realidade se escreverá com outros números e outras letras.

 

carlos chagas
Por Carlos Chagas