Milho – Perdas recentes fazem mercado iniciar estável nessa terça em Chicago

Após perdas recentes, na Bolsa de Chicago as 7h56 (horário de Brasília), apenas o vencimento setembro/18 recuava 0,25 pontos, cotado a US$ 3,59 por bushel As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta terça-feira (26) estáveis. Às 7h56 (horário de Brasília), apenas o vencimento setembro/18 recuava 0,25 pontos, …

26/06/2018 10:36



Após perdas recentes, na Bolsa de Chicago as 7h56 (horário de Brasília), apenas o vencimento setembro/18 recuava 0,25 pontos, cotado a US$ 3,59 por bushel

As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta terça-feira (26) estáveis. Às 7h56 (horário de Brasília), apenas o vencimento setembro/18 recuava 0,25 pontos, cotado a US$ 3,59 por bushel. As demais posições permaneciam inalteradas.

O mercado tenta, de forma tímida, voltar a operar em campo positivo após as quedas recentes. Ainda nesta segunda-feira, os vencimentos da commodity recuaram quase 2%. “Os mercados agrícolas permanecem sob pressão em meio a tensões comerciais entre Estados Unidos e China”, destacou a Reuters internacional.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse nesta segunda-feira que as restrições de investimentos futuros não seriam específicas a China, mas se aplicariam a “todos os países que estão tentando roubar nossa tecnologia”, ainda conforme divulgado pela Reuters internacional.

Por outro lado, as agências internacionais reforçam que o clima quase perfeito no Meio-Oeste americano está aumentando as esperanças de boas colheitas de milho e soja nesta temporada. Ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu de 78% para 77% o índice de lavouras de milho em boas ou excelentes condições no país.

“As tempestades atravessaram o cinturão de produção nos EUA na semana passada e as previsões indicam mais chuveiros esta semana. A umidade é geralmente benéfica para as culturas, embora as chuvas tenham sido excessivas em algumas áreas do norte”, reportou a agência Reuters.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho: Mercado consolida nova queda nesta 2ª na CBOT focado na China e na safra norte-americana

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram a semana em campo negativo. As principais posições da commodity ampliaram as desvalorizações e finalizaram a sessão desta segunda-feira (25) com perdas entre 6,00 e 7,00 pontos. O contrato julho/18 era cotado a US$ 3,50 por bushel, enquanto o setembro/18 operava a US$ 3,59 por bushel. O dezembro/18 trabalhava a US$ 3,71 por bushel.

Conforme destacaram as agências internacionais, mais uma vez, os preços do cereal foram pressionados pelas crescentes preocupações com a tensão comercial entre Estados Unidos e China. Notícias de que a administração do presidente Donald Trump pode impor restrições ao investimento chinês em empresas de tecnologia norte-americanas refletiram negativamente nos mercados.

“O presidente Trump ainda está batendo nos chineses e o presidente, Xi Jinping, disse hoje que vai reagir. Então, mesmo que haja negociações em andamento para resolver, a opinião pública ainda é muito conflituosa”, destacou o analista sênior da PRICE Futures Group, Jack Scoville.

Além disso, o comportamento do clima no Meio-Oeste e, consequentemente, o desenvolvimento da safra americana também permanecem no radar dos participantes do mercado. Até o momento, o clima tem beneficiado o andamento da produção de milho no país.

“As lavouras de soja e milho dos EUA se beneficiaram de condições de crescimento úmido e quente até agora, pressionando ainda mais os preços. Mas agora alguns analistas estão considerando se o solo está muito molhado em algumas áreas”, informou a agência Reuters.

Com isso, a expectativa dos participantes do mercado é que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mantenha em 78% o índice de lavouras em boas ou excelentes condições. As informações serão atualizadas no final da tarde desta segunda-feira.

Ainda hoje, o USDA reportou os embarques semanais em 1.511,7 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 21 de junho. Na semana anterior, o número ficou em 1.680,3 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, os embarques totalizam 44.193,302 milhões de toneladas, contra as 47.585,928 milhões de toneladas do ano anterior.

Mercado brasileiro

A segunda-feira foi de ligeiras perdas aos preços do milho praticados no mercado doméstico. Conforme levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, em Tangará da Serra (MT), a queda foi de 4,17%, com a saca do cereal a R$ 23,00. Já em Campo Novo do Parecis (MT), o recuo ficou em 4,35%, com a saca a R$ 22,00.

Em Goiás, as praças de Jataí e Rio Verde, recuaram 3,70%, com a saca de milho a R$ 26,00. Na região de Assis (SP), a perda ficou em 1,52%, com a saca a R$ 32,30. Em Campinas (SP), a saca caiu 1,26% e terminou o dia a R$ 39,10.

“Apesar de a colheita de milho da segunda safra ainda estar no início em algumas regiões brasileiras, muitos compradores já têm se retraído do mercado, à espera de quedas nos preços do cereal”, informou o Cepea em seu comentário semanal.

Os negócios ocorrem apenas quando há necessidade de atender a demanda de curto prazo. Do lado dos vendedores, a oferta tem crescido, já que os produtores precisam escoar a safra para a entrada da safrinha.

“No geral, no entanto, ressalta-se que a liquidez é limitada pelas incertezas quanto aos fretes. Nesse cenário, os preços estão em queda em praticamente todas regiões acompanhadas pelo Cepea, com exceção de algumas praças consumidoras do Nordeste, justamente por conta da dificuldade logística”, destacou o Cepea.

Ainda nesta segunda-feira, a Agroconsult estimou a produção de milho na safrinha em 55 milhões de toneladas. O número está abaixo do indicado em maio, de 57 milhões e inferior ao recorde da temporada passada, de 67,3 milhões de toneladas de milho.

Dólar

A moeda norte-americana encerrou o dia a R$ 3,7779 na venda, com queda de 0,14%. “O anúncio de que o Banco Central continuaria a atuar no mercado cambial garantiu a leve queda ao dólar ante o real nesta segunda-feira, na contramão do exterior, onde predominou o movimento de aversão ao risco por conta das renovadas preocupações da guerra comercial entre Estados Unidos e China”.

 

Fonte – Agência Reuters