China x EUA – OMC seria ”solução” para da guerra comercial

17/07/2018 14:00

As duas potências recorrem à OMC contra tarifas de exportação, onde EUA reclamam da China, UE e outros países e taxas sobre chineses chegam a US$ 200 bilhões

A guerra comercial entre Estados Unidos e China se intensificou nesta 2ª feira (16.jul.2018) com recursos dos 2 países à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra as tarifas de importação aplicadas mutuamente.

A China apresentou nova queixa formal contra taxas adicionais no valor de US$ 200 bilhões. Já os Estados Unidos apresentaram reclamação contra tarifas de exportação da China, União Europeia, Canadá, México e Turquia. As novas taxas terão 1 alcance muito maior que os encargos que já entraram em vigor e que levaram a China a recorrer a OMC anteriormente.

O governo de Donald Trump argumentou que o país agiu dentro de normas internacionais, e teve como objetivo proteger a segurança nacional e protestar contra o roubo de propriedade intelectual pelos chineses. Para Washington, os demais países teriam atuado “sem qualquer justificativa”, fora de tratados internacionais de comércio.

Durante a cúpula dessa 2ª feira, China e UE apostaram por uma reforma pactuada da OMC com o objetivo de evitar guerras comerciais que gerem caos no sistema econômico internacional.

Na reunião, ambas as partes decidiram defender o sistema multilateral de comércio e rejeitaram as medidas protecionistas norte-americanas. Agora, cabe à OMC deliberar sobre a disputa.

O Ministério de Comércio chinês informou sobre a decisão comunicado divulgado horas depois da realização da cúpula China-UE (União Europeia) em Pequim.

A China é o principal parceiro comercial da UE, com a qual os europeus mantêm uma balança deficitária de 176,6 bilhões de euros em 2017. O balanço também é deficitário para os norte-americanos, com US$ 375 bilhões em 2017, um número recorde que Trump pretende reduzir em US$ 200 bilhões até 2020.

HISTÓRICO

A guerra comercial entre os 2 países vive uma escalada desde que Donald Trump assumiu a Presidência, em janeiro de 2017. Mas se intensificou nos últimos meses. Os EUA acusam a China de gerar uma concorrência desleal com o resto do mundo.

Em abril deste ano, os EUA anunciaram tarifas de US$ 50 bilhões sobre 1.300 produtos chineses, alegando violação de propriedade intelectual. A 1ª parte das taxas –de 25%  sobre US$ 34 bilhões em produtos da China– entrou em vigor em 6 de julho.

Como reação, a China impôs tarifas de 25% sobre 128 produtos dos EUA, como soja, carros, aviões, carne e produtos químicos.

 

Da Redação com informações da Agência Reuters