Opinião – Uma mulher forte fortalece outras

Quero criar uma rede de atendimento prioritário à saúde da mulher, vou propor políticas públicas que fomentem a força de trabalho feminino e a luta pela igualdade profissional. Escreve Sirlei Theis

14/09/2022 05:30

”Quando falamos de “sororidade”, queremos representar conceito de irmandade”

Reprodução.

Quando falamos de “sororidade”, palavra recente na língua portuguesa (tanto que alguns dicionários ainda não a incluíram) e pouco utilizada em nosso cotidiano, queremos representar um conceito de irmandade, empatia e apoio de uma mulher à outra.

Neste contexto, apesar de parecer algo diferente, a sororidade nada mais é do que um passo de amor, um olhar afetivo para a outra.

Para construirmos de fato um conceito de “irmandade”, estamos falando em construir uma rede de apoio e de reconhecermos que, como sujeitos sociais, apesar de diferentes, temos mais semelhanças, até porque a maioria cresceu em meio a constantes cobranças e estereótipos que pesam para todos, nos levando muitas vezes ao sofrimento, que em muitos casos, são parecidos.

Somente nós sabemos exatamente onde dói, e nem que seja pela dor, encontramos afinidade na luta e nos processos. Nos solidarizamos umas com as outras em tantos aspectos, portanto, não faz sentido estabelecermos um ambiente de disputa ou rivalidade.

Pelo contrário, faz muito mais sentido nos enxergamos como aliadas, e não como inimigas. Até porque, juntas somos mais fortes.

Somos “multi” em nossas atribuições, muitas vezes acumulando funções de mãe, esposa, dona de casa, estudante, profissional, entre outras atividades que exercemos muitas vezes em tempo integral. Eu penso que Deus estava realmente inspirado quando criou a mulher, e depositou sobre nós uma verdadeira força da natureza.

Diante disso, eu tenho trabalhado fortemente para criar uma rede de mulheres fortes que ajudam a construir umas às outras com acolhimento, sororidade, empatia e amor.

Falando em amor, a reconstrução do amor-próprio é o caminho para a superação e assim, encontrarmos de fato a tão sonhada felicidade.

Por isso, uma mulher forte é a peça mais importante de sua própria vida. Uma mulher forte ajuda a fortalecer outras e, neste sentido, mulheres fortes transformam o negativo em positivo, enxergam o lado bom das coisas, pois sempre acreditam que são capazes, e de fato são, e lutam por tempos melhores.

Por isso, quando criei o Projeto Supere-se, desenvolvi um programa que fala com quem precisa de ajuda, e após esta mulher superar seus traumas e dores, ela pode se tornar uma agente de apoio a outras que ainda estão nos processos de dor e sofrimento, e ninguém larga da mão de ninguém.

Eu, no trabalho que desenvolvo, criei uma grande rede de apoio que já atendeu mais de 20 mil pessoas, e pretendo transformar este projeto numa grande política pública para atingir mais pessoas, em escolas, instituições e comunidades.

Quero criar uma rede de atendimento prioritário à saúde da mulher, vou propor políticas públicas que fomentem a força de trabalho feminino e a luta pela igualdade profissional.

Além do rigoroso combate à violência no ambiente doméstico, a defesa e o apoio à participação da mulher nas esferas de poder e decisão.

Como deputada federal, vou fiscalizar as ações e os recursos disponibilizados para o estado de Mato Grosso e os municípios beneficiados por meio dos programas ofertados pelo Governo Federal, a exemplo do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, no que tange às políticas públicas de proteção não só a mulher, mas às crianças, adolescentes, jovens e idosos.

Além disso, vou propor a criação de uma central telefônica de acolhimento e atendimento terapêutico 24 horas para vítimas de violência doméstica, no qual a maioria são mulheres e crianças.

E ainda neste sentido de combate à violência contra mulheres, vou propor a majoração de pena dos crimes de homicídios com as qualificadoras de feminicídio e femicídio, além de estupro, pedofilia, racismo e homofobia.

Vou realizar estas e outras ações, e assim construir uma grande ação de políticas públicas que realmente funcione e atenda mulheres e famílias.

E para você, mulher, que chegou até aqui, quero te deixar um conselho: ame a mulher que você se tornou, se valorize, você é única.

Para você, homem, também eu te digo que, se você hoje está aqui, só teve um caminho: o útero de uma mulher, então respeite não somente sua mãe, mas todas as mulheres que te cercam.

E para todos: se você acreditar em algo, nada, nem ninguém te impedirá de chegar lá.

 

 

 

 

Por Sirlei Theis é advogada.