Opinião – Semana de trabalho intenso para Mendes e Carvalho

Carvalho assumindo o Senado hoje, também conhecedor profundo da reforma, com faca nos dentes e muita disposição nessa sua passagem pelo congresso. Escreve Halisson Lasmar.

05/07/2023 07:13

“Esta ação urge, tem que ser organizada já e seus líderes precisam mobilizar suas bancadas no congresso imediatamente.”

Posse de Mauro Carvalho como senador está marcada para hoje (05). Foto: Secom-MT

O senador Wellington Fagundes sugeriu ao governador Mauro Mendes que lidere uma frente de trabalho em prol dos estados do centro-oeste e da região amazônica, a fim de impedir a aprovação da reforma tributária como está sendo apresentada e levada a plenário no Congresso Nacional.

Desde o anúncio da reforma, Mendes se insurgiu contra o modelo nocivo aos cofres de Estados produtores e partiu para cima de mobilizar, não só um grupo de trabalho, mas um Deus e o mundo, em função da gravidade da implementação desta reforma proposta.

Em MT o abalo pode ser violento, inibir investimentos importantes e que planejados, autorizados e tendo previsão de recursos, possam desmilinguir com o rombo de 8 BI no orçamento… Como o Governador declarou: É um absurdo!

Esta liderança já é existente e de forma natural, deverá ser formalizada sendo MM o escolhido para presidir a Frente, Federação, consorcio, ou seja, lá a nomenclatura, unindo Governadores, bancadas de Estados, federações, associações, e todos os atores possíveis fazendo um número vistoso e representativo para convencer sobre os ajustes e propostas de mudanças na reforma.

Antes da celeuma toda afunilar, Mendes já se mexia, mergulhou no tema, leu e releu as propostas, aconselhou-se com especialistas, ouviu autoridades, explanou para parlamentares, colocou Gallo, Carvalho e corpo técnico completamente focados estudando a matéria e aí,  recebeu a notícia bombástica e seus prognósticos, que atemorizam o futuro de MT e outros Estados,  podendo inviabilizar avanços e projetos em andamento.

O que o Governador precisa agora além do título, é a participação incondicional de todas as bancadas dos Estados, de forma até apartidária, o empresariado, de todos os seguimentos, classes e atores que deverão ser atingidos, imbuídos em um espírito de vigília,  luta, convencimento, apresentação de possíveis realidades e consequências e propor soluções, afinal, estamos mexendo nos bolsos da sociedade e paralisando Estados e Municípios se esta PEC passar como se apresenta.

Precisamos de trabalho e foco no congresso e nas instituições envolvidas, mostrar ação, informar a população do que pode acontecer e fazer pressão sem tréguas na Câmara e no Senado.

A sugestão do Senador Fagundes já estava em curso antes mesmo da reunião em Cuiabá que reuniu os Governadores da Amazônia, que conheceram a hospitalidade o aconchego e a firmeza da colocação do assunto,  feitas por Mendes,  que  o ungiram a liderar o tema nacionalmente e conclamar as classes políticas regionais, as lideranças, as sociedades e cair em campo mostrando a força representativa, as atividades empresariais atingidas, os cofres esvaziados que serão sangrados e o progresso colocando o pé no freio.

Esta ação urge, tem que ser organizada já e seus líderes precisam mobilizar suas bancadas no congresso imediatamente.

No caso de MT, Carvalho assumindo o Senado hoje, também conhecedor profundo da reforma, com faca nos dentes e muita disposição nessa sua passagem pelo congresso, marcamos um ponto.

Mendes terá um posto avançado e um homem de confiança em atendimento 24 hs em Brasília para ir abrindo portas, organizando reuniões, possibilitando a circulação sem postergações e falando e agendando com o maior número possível de conquistados apoiadores que precisaremos essa semana de votações.

Grande oportunidade para Mauro Carvalho exercitar sorrisos e gentilezas laçando apoiadores em Brasília nesse estágio.

Muito trabalho pela frente.

 

 

 

 

 

Por Halisson Lasmar, é jornalista, publicitário e analista político em Mato Grosso.